Durante o debate eleitoral promovido pela TV Globo na última sexta-feira (23/10), o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou atrás em um posicionamento político do passado e admitiu que errou ao rejeitar a ampliação do benefício de afastamento para servidoras mães no Rio de Janeiro.
O confronto político no debate
O tema veio à tona após um questionamento feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante do questionamento do adversário político, o postulante do PL ao Palácio do Planalto reconheceu publicamente que “estava errado” e afirmou que adotaria uma postura completamente distinta nos dias atuais.
Justificativa dada em 2009
O episódio ocorreu no ano de 2009, período em que o político exercia o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Naquela votação específica, a medida que ampliava o prazo foi amplamente aceita pelos parlamentares, registrando 54 votos favoráveis e apenas um voto contrários — justamente o do atual senador fluminense.
Mudança de perspectiva pessoal
Para explicar a alteração de seu entendimento sobre o assunto, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atribuiu a guinada à sua vivência familiar e ao casamento.
“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego. Eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca eu sei da importância de a mãe estar perto do filho por até mais de 180 dias, se possível. Então, de verdade, eu hoje votaria completamente diferente”, declarou o parlamentar durante o confronto televisivo.