Uma moradora de Anápolis foi encontrada morta nas primeiras horas da manhã deste sábado, 24, no interior de uma kitnet situada na área central do município goiano. Rosiane Silva Santos, de 34 anos, estava no imóvel atingido pelo fogo e, inicialmente, acreditava-se que o óbito decorria das queimaduras. No entanto, análises preliminares conduzidas pela Polícia Civil apontam que o incêndio foi provocado de maneira intencional para encobrir um assassinato.
Perícia confirma homicídio com arma branca
As diligências avançaram após a constatação de lesões graves no corpo da vítima. Conforme explicou o delegado Cleiton Lobo, responsável pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da cidade, o laudo pericial e os exames do médico-legista revelaram que a causa da morte foi uma perfuração profunda no pescoço.
“Infelizmente, a situação é de homicídio. A confirmação veio pelo médico-legista, com quem conversei. Ele confirmou a presença de uma lesão perfurocortante no pescoço dela. Inclusive, a faca utilizada estava cravada no pescoço, atravessando toda a região”, afirmou o delegado.
A intensidade do golpe causou uma hemorragia severa, indicando que Rosiane perdeu a vida antes mesmo que as chamas se alastrassem pelo espaço. O fogo concentrou-se majoritariamente no dormitório, consumindo parte da estrutura onde ela morava há cerca de quatro anos.
Investigação mira dois suspeitos e histórico criminal
Atualmente, as autoridades policiais concentram os esforços em dois homens apontados como suspeitos de participação no crime. A corporação busca individualizar as condutas para determinar quem desferiu o golpe fatal, além de esclarecer a motivação por trás do ato violento.
“Nós já temos, mais ou menos, a suspeita de dois homens. Estamos agora tentando verificar qual deles poderia ter cometido esse crime, individualizando essa conduta. Agora sabemos que é homicídio”, declarou o representante do GIH.
Dúvidas sobre a motivação do crime
Os investigadores ainda tentam compreender o que teria levado ao assassinato, visto que a vítima mantinha uma rotina pacata, trabalhava no terceiro turno em uma indústria farmacêutica e não acumulava desentendimentos com vizinhos ou conhecidos.
“Vamos ter que individualizar a conduta para saber a motivação que levou essa pessoa a praticar o crime. Foi uma recusa? Foi um flerte? Foi um problema anterior entre eles? Talvez até questões econômicas? A gente não sabe”, explicou.
Um dos investigados possui antecedentes criminais por um caso semelhante ocorrido em 2019, no qual uma mulher foi morta com uma faca cravada no peito. Atualmente em liberdade, o indivíduo monitorado por tornozeleira eletrônica figura como o principal foco das apurações em andamento.
O caso veio à tona quando moradores de um prédio com cerca de oito kitnets notaram a fumaça saindo do apartamento e chamaram o Corpo de Bombeiros. Durante o rescaldo, o corpo carbonizado foi localizado sobre a cama. A Polícia Científica segue realizando perícias no local para apurar a extensão dos danos estruturais e coletar novas provas.