Dois fiscais do Partido Liberal foram levados à delegacia na manhã deste domingo, dia do segundo turno das eleições, sob a suspeita de prática de boca de urna. Os indivíduos foram flagrados enquanto tentavam induzir eleitores a votar no candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
Ocorrências no Catete
As duas ocorrências foram registradas dentro do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, situado no bairro do Catete, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas pelas autoridades competentes até o momento.
Ação da Polícia Militar e Federal
Em nota oficial, a Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que equipes do 2º BPM (Botafogo) conduziram a mulher e o outro fiscal após a confusão para a Delegacia da Polícia Federal, na Praça Mauá. A medida foi tomada por determinação direta do juiz eleitoral da 16ª Zona Eleitoral para que ambos prestassem os devidos esclarecimentos.
Dinâmica das irregularidades
No primeiro caso, uma mulher foi encaminhada após reclamações e bate-boca com outros fiscais do colégio, sendo apontada por captação ilícita de votos e injúria. Ela atuava como fiscal do PL, mas portava um crachá com a inscrição “delegado”. O segundo episódio envolveu um homem abordado no mesmo estabelecimento de ensino sob a mesma acusação.
Questionada sobre os episódios, a legenda se manifestou por meio de nota oficial na qual afirmou que não tinha conhecimento dos fatos e declarou que esse tipo de prática não faz parte do perfil de militância do partido.