Flávia Saraiva fatura bronze inédito na trave e fecha Mundial com duas medalhas

A ginasta brasileira Flávia Saraiva faturou, neste domingo, 25, a medalha de bronze na final da trave do Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2026, realizado em Roterdã, na Holanda. O resultado marca o primeiro pódio da atleta no aparelho em edições do Mundial e assegurou ao Brasil a segunda medalha no torneio, após o ouro de Rebeca Andrade no salto.

Detalhes da apresentação na Holanda

Flávia encerrou sua série com 14,300 pontos, divididos em 6,100 de dificuldade e 8,200 de execução. Mesmo com um leve desequilíbrio ao longo da apresentação, a brasileira garantiu a terceira posição, ficando atrás da argelina Kaylia Nemour e da chinesa Zhang Qingying.

As duas primeiras colocadas somaram 14,566 pontos. O título ficou com Nemour, que levou a melhor no critério de desempate ao registrar nota de execução de 8,266, superando os 8,066 da atleta da China.

Trajetória até a decisão da trave

Para chegar à final, Flávia registrou a terceira melhor marca da fase classificatória, alcançando 14,400 pontos. A ginasta apostou em uma série com grau de dificuldade elevado para competir de igual para igual com as principais adversárias.

O resultado coroa uma evolução em relação ao Mundial de 2025, em Jacarta, na Indonésia, quando terminou na quarta colocação da trave, que até então era sua melhor marca no aparelho em campeonatos mundiais.

Dez anos de dedicação ao esporte

Aos 27 anos, Flávia comemorou o pódio inédito na trave, sua principal especialidade. A atleta ressaltou que o feito coroa uma década de esforço desde sua primeira decisão olímpica, disputada aos 16 anos.

Em declaração divulgada pelo Flamengo, clube que representa, a ginasta afirmou estar satisfeita com o desempenho e com a estratégia adotada para a decisão. Segundo ela, a equipe trabalhou para elevar o nível de dificuldade da apresentação e aumentar as possibilidades de conquistar uma medalha.

Este bronze é a terceira medalha de Flávia em Mundiais. Em 2023, ela faturou a prata por equipes e o bronze no solo com a seleção brasileira.

Balanço da participação brasileira

Com o pódio de Flávia Saraiva, o Brasil encerrou sua campanha em Roterdã com duas medalhas. A primeira veio no sábado, 24, com o ouro de Rebeca Andrade no salto, garantindo o tricampeonato mundial no aparelho.

Flávia também competiu no individual geral, terminando na 12ª colocação. Na disputa por equipes, o Brasil ficou em quinto, enquanto China, Estados Unidos e Japão formaram o pódio. O próximo Mundial, em 2027, será fundamental na preparação rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

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