O prefeito de Salvador, Bruno Reis, atribuiu o atraso na circulação de ônibus na capital baiana à remoção de adesivos eleitorais dos veículos nas garagens das concessionárias. A retirada de propagandas de um candidato à Presidência afetou a saída dos coletivos nas primeiras horas do segundo turno das eleições, gerando reclamações de eleitores.
Impacto na frota e liberação dos veículos
Segundo o chefe do executivo municipal, a maioria dos ônibus estava adesivada e as empresas determinaram a limpeza antes da liberação. Diante do risco de novos transtornos, a prefeitura autorizou a circulação imediata dos coletivos mesmo com a propaganda, considerada irregular pela administração local.
— Hoje, na hora da saída dos ônibus da garagem, a grande maioria estava com adesivo de um determinado candidato. E, para cumprir a resolução, os empresários, os donos das empresas, determinaram a retirada dos adesivos. A retirada desses adesivos levou ao atraso da operação —, afirmou o prefeito Bruno Reis.
Investigação e normalização do transporte
O prefeito associou a colocação dos adesivos a integrantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários, mencionando a ligação histórica da entidade com o PT, mas admitiu que ainda não há provas definitivas para apontar os responsáveis. A operação de transporte público foi normalizada por volta das 10h.
Prisão de secretário e repercussão jurídica
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Maurício Kertzman Szporer, determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, sob a acusação de que dezenas de ônibus teriam sido retidos nas garagens.
Bruno Reis classificou a ordem de prisão como desproporcional, destacando que o secretário não tem filiação partidária e estava em viagem oficial na França no momento da ocorrência. Em meio às dificuldades de transporte registradas em diversos estados, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o horário de votação no país até as 19h.