O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás classificou o pleito deste domingo como pacífico em todo o território goiano. Durante a votação, a Justiça Eleitoral precisou realizar a troca de apenas 32 urnas eletrônicas devido a falhas técnicas, um índice considerado expressivamente inferior à média histórica registrada em pleitos anteriores no estado.
Impacto da prorrogação nacional e reação do órgão
No final da tarde, o Supremo Tribunal Federal determinou a extensão do horário de votação até as 19h em todo o país, medida motivada por gargalos no transporte de eleitores em determinadas regiões brasileiras. O coordenador de Tecnologia da Informação do órgão, Frank Wendell Ribeiro, detalhou como a instituição recebeu a notícia: “Como já foi noticiado, nós fomos surpreendidos agora com essa decisão do Ministro Zanin, que prorrogou o fechamento das urnas eletrônicas e da votação até as dezenove horas. A informação acabou de chegar e vários veículos de imprensa já estão divulgando”.
O representante esclareceu que o fator gerador da mudança não partiu do estado. “O motivo não é local e não ocorreu aqui em Goiás. Trata-se de uma motivação relativa à questão do transporte de eleitores, com alguns peticionamentos, e o Supremo entendeu ser necessário fazer essa prorrogação”, apontou. Sobre o conhecimento da determinação pelas equipes locais, ele detalhou o contexto do anúncio: “A notícia está circulando e nós também ficamos sabendo pela imprensa, pois a decisão saiu recentemente. Não se trata de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral, mas sim de uma decisão do Supremo Tribunal Federal”.
A respeito do impacto para os cidadãos, o coordenador garantiu que o direito ao voto foi preservado. “Isso não prejudica o eleitor. Quem estiver no local às 17h terá o seu direito de votar assegurado normalmente. Eventualmente, as pessoas que chegarem mais tarde por algum motivo de atraso ou dificuldade de transporte também conseguirão exercer o seu voto nos termos da decisão ministerial”, explicou.
Logística de comunicação e funcionamento das urnas
A transmissão da nova diretriz para zonas distantes exigiu agilidade da equipe técnica. O responsável pela tecnologia comentou sobre a logística para orientar os trabalhadores das seções: “Nós vamos tentar fazer essa informação chegar a todos os mesários o mais rápido possível, mas é possível que ocorram fechamentos antecipados, pois a nossa capilaridade é muito grande e não dispomos de uma comunicação tão rápida com o mesário que está trabalhando na ponta”.
Apesar dessa limitação operacional, ele reforçou que o eleitorado local não sofreu prejuízos. “Nos estados onde isso é mais relevante, a medida faz diferença. Em Goiás não tivemos esse tipo de problema. Se alguma sessão for fechada antes desse horário, não haverá prejuízo para o eleitor, pois aqui não tivemos nenhum caso relativo a transporte”, apontou. Para manter o fluxo, o contato com os municípios ocorreu por canais diretos: “Toda zona eleitoral mantém contato imediato com os mesários por meio de grupos de aplicativos de mensagens e telefone. Nossos servidores já estão cientes e vão direcionar essa comunicação”, afirmou.
Mecânica dos aparelhos e encerramento
Questionado sobre o comportamento do sistema no horário regular, Frank esclareceu o funcionamento mecânico: “Apesar de a urna não receber votos antes do horário normal, ela só impede a votação depois que o mesário encerra a sessão manualmente. O encerramento automático da urna só aconteceria no dia seguinte. Portanto, é necessária a ação do mesário para realizar o comando de encerramento”.
Balanço de ocorrências e problemas técnicos
A avaliação geral da coordenação destacou o clima nas zonas eleitorais: “Tivemos uma eleição muito tranquila, ainda mais calma do que no primeiro turno”. Os problemas com os equipamentos foram mínimos: “Até o momento, registramos apenas trinta e duas substituições de urnas. Os motivos foram diversos, como falhas na bobina, na impressora, na bateria ou conexões soltas durante o transporte. Isso não gera prejuízo e está muito abaixo da nossa média, que costuma ser superior a um por cento. Nesta eleição, não chegamos a zero ponto dois por cento”.
No âmbito da segurança, a atuação policial registrou poucas infrações: “A Polícia Militar nos informou que ocorreram trinta e oito situações gerais, mas apenas vinte e uma foram convertidas em Termo Circunstanciado de Ocorrência. Foram casos de eleitores tentando filmar o voto, propaganda irregular ou mesário abandonando o trabalho”, finalizou.