O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), apresentou nesta segunda-feira, 26, o balanço do segundo quadrimestre das contas públicas da administração municipal. Diferente dos encontros anteriores, marcados por forte tensão e discussões acaloradas, a sabatina correu em um ambiente amigável e focado em avaliações positivas sobre as entregas e a situação fiscal.
Harmonia entre Executivo e Legislativo
Para o líder do Governo, Wellington Bessa (Mobiliza), a tranquilidade é reflexo do próprio trabalho conduzido pela gestão. “A prestação de contas reforça bem isso, esse sentimento de que a cidade está sendo bem gerida, está sendo bem cuidada e os resultados virão ainda nessa gestão.”
O presidente do Legislativo, Thialu Guiotti (Avante), ressaltou a evolução na parceria com a Prefeitura e comentou sobre a escolha da equipe técnica. “Os secretários que fazem parte da atual gestão, nenhum é de amizade de longa data do Sandro. Foram secretários contratados e que fazem parte da gestão pelo seu histórico, sua eficiência e pelo seu currículo.”
Guiotti também pontuou que 2026 funcionou como um momento de reajustes. “Agora o prefeito precisa fazer política, e política com músculo, mostrando à sociedade aquilo que foi feito até agora e como Goiânia ficará quando for entregue em 2028.” Já o presidente da Comissão Mista, Cabo Senna, avaliou que a população prefere o diálogo construtivo ao invés de conflitos constantes. O vereador ainda destacou a importância da permanência do chefe do Executivo até o fim da reunião: “Embora os técnicos estejam todos aqui, e qualquer pergunta técnica teria resposta, a permanência dele para a questão política, da harmonia entre os poderes Executivo e Legislativo, seria importante e interessante.”
Balanço financeiro e superávit
No aspecto fiscal, o município arrecadou R$ 7,27 bilhões, alcançando cerca de 67% da previsão total estabelecida na Lei Orçamentária Anual (LOA), que é de R$ 10,84 bilhões. As despesas liquidadas somaram R$ 6,88 bilhões, resultando em um superávit primário de R$ 137,9 milhões, valor superior à meta de R$ 132,7 milhões.
Além disso, o comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) com a folha de pagamento ficou em 45,58%, ficando abaixo do limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), fixado em 48,6%.
Aporte em obras e índices constitucionais
Os investimentos liquidados alcançaram R$ 663,3 milhões, superando os números de 2023 (R$ 297 milhões) e de 2025 (R$ 501 milhões), com projeção de fechar o ano de 2026 com R$ 1,03 bilhão investidos.
No tocante aos índices obrigatórios, a Saúde recebeu 18,57% dos recursos de impostos, superando o piso de 15%, com planos para construir oito novas UPAs e 32 UBSs. Por sua vez, a Educação registrou 21,88%, ficando abaixo do mínimo constitucional de 25%, embora a administração municipal reforce que o cálculo final será consolidado no encerramento do exercício anual.