A implantação do sistema Bus Rapid Service (BRS) foi iniciada na Avenida T-63, em Goiânia, com a promessa de cortar em até 30% o tempo de percurso dos passageiros do transporte público. A novidade municipal aposta em infraestrutura dedicada e controle tecnológico para otimizar o tráfego dos coletivos na região.
Como funciona a nova faixa exclusiva da T-63
O projeto estrutural da via determina que a pista da direita seja usada exclusivamente por ônibus, além de motocicletas, ambulâncias e viaturas de segurança. Para garantir a fluidez, os cruzamentos contam com semáforos sincronizados operados em tempo real, enquanto a fiscalização atuará para coibir o tráfego irregular de outros veículos. O modelo de priorização viária deverá ser estendido futuramente para outras artérias importantes da capital goiana, a exemplo das avenidas Castelo Branco e 85.
Frota moderna e tecnologia Euro 6
A fase de lançamento aconteceu na sexta-feira (23) com a entrega oficial de nove veículos. A frota inicial contará com 15 unidades no total, com a chegada dos seis veículos restantes prevista para dezembro. Os coletivos do BRS ostentam pintura prateada, oferecem maior lotação que os modelos tradicionais da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) e dispõem de motorização traseira e sistema de ar-condicionado.
Estrutura dos novos ônibus e pontos
Os veículos contam com piso baixo para agilizar o embarque e desembarque de passageiros, com foco especial em pessoas com mobilidade reduzida, além de adotarem a tecnologia Euro 6 para controle de emissão de poluentes. Já os pontos de parada receberam nova arquitetura com abrigos iluminados por LED, painéis solares fotovoltaicos para captação de energia noturna e monitoramento por câmeras com inteligência artificial.
A tarifa do sistema permanece fixada em R$ 4,30, patamar congelado desde 2019. Durante a cerimônia de lançamento, o governador Daniel Vilela afirmou que “não há discussão sobre reajuste”. A gestão estadual aponta que os aportes financeiros na mobilidade urbana já ultrapassam a marca de R$ 2,1 bilhões, verba aplicada na compra de novos veículos, revitalização de terminais e recuperação de pontos de embarque. Com parceria entre o governo, prefeituras e a RMTC, o plano global de reestruturação do transporte metropolitano já atingiu mais de 70% de execução.