Senador Flávio Bolsonaro articula cassação da chapa de Lula e promete oposição dura

Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, 26, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pedirá a cassação da chapa do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, determinou a entrega de seus passaportes e o proibiu de deixar o Brasil. Flávio ainda prometeu organizar a oposição ao novo mandato do petista no Congresso Nacional.

Intimidação e entrega de passaportes

O parlamentar declarou que foi intimado pela Polícia Federal (PF) ao sair da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. De acordo com o senador, a ordem judicial ocorreu por causa de uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, sugerindo que Flávio saísse do país caso perdesse a eleição presidencial.

“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar”, declarou.

Contestações sobre o pleito e atuação do STF

O político questionou a lisura do pleito que resultou na vitória de Lula na noite de domingo, 25, apontando que a ordem de Moraes ocorreu logo após a confirmação do resultado. Para ele, a determinação possui cunho político, embora não tenha apresentado evidências para sustentar a alegação.

“Pensa comigo, se eu tivesse ganhado as eleições, ia acontecer a mesma coisa? Flávio Bolsonaro eleito, essa PF ia estar do mesmo jeito me intimando no meio da rua?”, questionou.

O senador também direcionou críticas ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, por causa da prorrogação da votação até as 19h em zonas específicas devido a falhas no transporte público. O parlamentar cobrou esclarecimentos, sem exibir provas de que a extensão do horário alterou o desfecho do pleito.

“O que aconteceu nesse domingo da eleição não foi normal, todo mundo viu. O que aconteceu nesse intervalo de tempo, ninguém consegue entender, isso precisa ser esclarecido”, afirmou.

Ações na Justiça Eleitoral e articulação no Legislativo

O candidato derrotado acusou o atual governo de abuso de poder político e econômico na campanha, alegando o uso de verbas públicas para impulsionar a reeleição. Por essa razão, informou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a cassação da chapa vencedora.

“Então eu vou pedir sim à cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, declarou.

Para os próximos anos, o senador garantiu que vai estruturar a bancada contrária ao governo federal no Poder Legislativo, unindo parlamentares na Câmara e no Senado.

“Eu vou reunir os deputados, senadores e eleitos para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza contra a barbárie que já está desenhada para acontecer com mais quatro anos de Lula”, disse.

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