Vice-presidente da OAB-GO se desculpa por fala sobre eleitores de Lula

O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Thales Jayme, emitiu um pedido público de desculpas em decorrência da repercussão negativa de um comentário postado na internet a respeito de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante da forte repercussão, o advogado optou por restringir as interações na postagem em questão.

Pedido de desculpas e repercussão

Por meio de um pronunciamento digital, o dirigente da advocacia goiana pontuou que sua fala não reflete a visão oficial da ordem profissional, ressaltando a pluralidade ideológica presente na organização.

“Peço desculpas a toda a sociedade pelo comentário publicado nas redes sociais. A manifestação não reflete o posicionamento da OAB-GO e não tem qualquer relação com a instituição – que reúne pessoas com distintas convicções, unidas pelo compromisso com a defesa das prerrogativas da advocacia”, escreveu.

Defesa da liberdade e repúdio à violência

Na mesma postagem em que se retratou, o representante da OAB-GO enfatizou ser contrário a qualquer conduta violenta e pontuou a relevância da tolerância democrática e da livre escolha partidária.

“Reafirmo meu repúdio a todas as formas de violência e meu respeito ao direito de cada um de expressar suas opiniões e fazer suas escolhas políticas com liberdade e segurança”, acrescentou.

A origem da polêmica em Goiânia

A controvérsia teve início quando o advogado comentou uma gravação que exibia simpatizantes do atual governo reunidos na Praça Universitária, situada na capital de Goiás. Na ocasião, o vice-presidente havia escrito: “Se colocar tudo no saco e jogar no rio, o prejuízo é a perda do saco”.

Logo após o ocorrido, a diretoria da OAB-GO emitiu um comunicado oficial pontuando que posicionamentos particulares de diretores não traduzem a linha oficial da autarquia. A instituição também condenou veementemente atos de intolerância e hostilidade, independentemente de quem os pratique.

“A divergência é legítima e necessária. Cabe a todos debatê-la com respeito, no campo das ideias, sem ofensas nem extremismos”, afirmou a Ordem.

Por fim, a organização destacou que a preservação do Estado Democrático de Direito demanda o acatamento à vontade popular e a harmonia entre cidadãos que possuem pensamentos opuestos, reiterando sua fidelidade à Constituição Federal e à harmonia do debate público.

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