Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no pleito deste ano, o senador Flávio Bolsonaro anunciou que pretende coordenar a oposição ao governo federal diretamente dos Estados Unidos. A declaração foi tornada pública nesta quarta-feira (28/10) por meio de uma carta aberta direcionada à sua base de apoiadores.
Mensagem aos aliados e promessa de atuação
No documento divulgado horas após sua chegada ao território norte-americano, o filho de Jair Bolsonaro se autoproclamou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Ele justificou a decisão de atuar no exterior afirmando que os parlamentares alinhados ao seu grupo estariam sem autonomia no país.
“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direito o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirmou Flávio.
Acusações sem comprovação e futuro político
Durante a manifestação escrita, o parlamentar voltou a alegar a existência de uma “fraude eleitoral” na disputa vencida pelo atual presidente, na qual acumulou uma diferença de 4,4 milhões de votos. Contudo, o texto não apresentou nenhuma prova material para sustentar a acusação.
Compromisso com os eleitores
Apesar de ter deixado o território nacional dois dias após o encerramento do segundo turno, o político assegurou na correspondência que manterá o vínculo com seus 60 milhões de eleitores e que não pretende deixá-los desamparados durante a nova legislatura.
A repercussão da carta e os desdobramentos da articulação política feita do exterior continuam sendo acompanhados e atualizados pela editoria de política.