A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) rumo aos Estados Unidos (EUA), concretizada nesta quarta-feira (28/10), entrou na mira das autoridades federais. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), declarou que a situação é um “assunto da Justiça e da Polícia Federal (PF)”.
Viagem para os EUA e investigações
O parlamentar optou por ignorar uma determinação emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia o senador de sair do território nacional. Acompanhado da esposa e de suas duas filhas, o político desembarcou na cidade de Miami durante a manhã.
Conforme apontado pelo governo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é alvo de apurações sobre lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. O suposto esquema envolveria bets e empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz.
Pronunciamento oficial
Durante coletiva de imprensa realizada no Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ministro detalhou o entendimento do governo sobre o caso do parlamentar, que também já concorreu à Presidência da República.
“O assunto Flávio Bolsonaro é um assunto da Justiça e da Polícia Federal. O caso de um senador da República que é investigado por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas e que fugiu do país para não responder por seus crimes”, disse o ministro.
Violência política no país
A entrevista coletiva na qual a declaração foi dada tinha como objetivo principal divulgar ações emergenciais para conter o avanço da violência política registrada após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Balanço oficial divulgado durante a coletiva revelou que 45 ocorrências violentas foram contabilizadas desde domingo (25/10), sendo que 10 delas terminaram em mortes. Os estados com maior concentração desses episódios foram Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.
Como resposta a esse cenário, o pacote de segurança anunciado inclui investigações rigorosas conduzidas pela PF para prender os responsáveis, além da mobilização das corregedorias estaduais para apurar eventuais casos de envolvimento de agentes policiais nos episódios de violência.