Pai e filho de 15 anos morrem afogados em lago em Trindade

Uma tragédia mobilizou as forças de segurança nesta quarta-feira (28) na zona rural de Trindade, município da Região Metropolitana de Goiânia. Um homem de 44 anos e o seu filho, de 15 anos, morreram afogados enquanto tentavam realizar uma travessia a nado no Lago Tarumã, localizado perto do Sítio Tarumã.

Como aconteceu o afogamento

No início da tarde, o pai entrou na água acompanhado de dois filhos: o adolescente de 15 anos e outro jovem de 21. Os três pretendiam alcançar a outra margem do lago, mas o jovem mais novo começou a ter dificuldades no percurso.

O tenente Márcio Fernandes da Silva, do Corpo de Bombeiros, detalhou a sequência dos fatos: “O pai resolveu atravessar o lago, nadando. O irmão menor acompanhou o pai e logo o outro irmão também acompanhou. O pai estava quase terminando de atravessar e, quando o filho mais novo estava no meio do lago, ele começou a se afogar. O pai retornou para tentar salvar o filho e foi nesse momento que os dois submergiram”.

O filho mais velho tentou alcançar os familiares para resgatá-los, porém não obteve êxito. Ao notar a gravidade da situação, ele saiu da água e correu até o imóvel da família para buscar ajuda.

Acesso difícil e manobras de socorro

A corporação foi acionada por volta das 13h42. Ao chegarem ao ponto indicado, os militares precisaram abrir caminho em meio à vegetação densa para alcançar as margens do lago.

Os mergulhadores localizaram as vítimas a uma profundidade que variava entre três e quatro metros. As equipes do Corpo de Bombeiros, com o suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do serviço aéreo, iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar, que se estenderam por aproximadamente 40 minutos. Apesar da mobilização, as mortes foram confirmadas ainda no local.

Mudança recente para o local

A mãe e o filho mais velho estiveram presentes durante os trabalhos e fizeram o reconhecimento das vítimas. Conforme apurado pelos socorristas, os parentes estavam há pouco tempo no endereço.

“Eles tinham uma propriedade ali nas imediações. Segundo o relato do filho e da mãe, eles haviam comprado essa propriedade em torno de um mês”, afirmou o tenente Márcio Fernandes da Silva.

A Polícia Militar isolou a área até o término dos trabalhos periciais e a remoção dos corpos pelo Instituto Médico Legal (IML).

Orientações para evitar tragédias na água

O episódio gerou alertas da corporação sobre os perigos de entrar na água para realizar salvamentos sem preparo físico e capacitação técnica, já que o cansaço e o desespero da vítima podem levar os dois envolvidos a submergirem.

“Em caso de afogamento, o Corpo de Bombeiros não orienta a pessoa a entrar no meio líquido para salvar o outro, uma vez que ela não tem o preparo devido. A gente orienta, se for possível, entregar um pedaço de madeira que a pessoa possa segurar, uma corda ou uma boia”, explicou o oficial.

Em ocorrências desse tipo, a diretriz primordial é chamar o socorro imediatamente pelo telefone 193 e recorrer apenas a objetos flutuantes para apoiar a vítima à distância.

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