Familihares de Neifa Freitas de Farias Alves e Fábio Alves Barbosa realizaram um manifesto nesta quarta-feira, 28 de outubro, em frente ao juizado responsável pelo caso em Goiânia. O ato ocorreu no momento em que acontecia o depoimento da última das 11 testemunhas do processo que investiga o atropelamento fatal do casal, ambos com 50 anos, ocorrido em um cruzamento da Avenida Independência no dia 16 de agosto de 2026, por volta das 6h52.
O atropelamento e a revolta da família
As vítimas foram atingidas por um adolescente de 17 anos que dirigia sob efeito de álcool e furou o sinal vermelho. A tragédia gerou comoção e revolta na capital goiana, culminando no protesto organizado por parentes que exigem rigor na responsabilização do condutor. Durante o ato, a dor da perda foi acompanhada por fortes críticas à sensação de impunidade que cerca o caso.
Testemunhos e apelo por punição
Amanda Freitas, sobrinha de Neifa, lembrou que a tia completaria 51 anos no dia 4 de novembro. “Nossa, é muito triste. Está sendo muito doloroso. Parece que a gente não vê claridade, que a gente só fica lá no buraco, a gente não consegue viver. Parece que a nossa alegria acabou”.
No mesmo sentido, Laís Lorena de Freitas questionou a condução da situação e o futuro do jovem envolvido no crime. “ele [o adolescente] vai passar a virada de ano bebendo, se embriagando e dirigindo de novo… ele vai sentar-se à mesa com a mãe dele no Natal… ele vai ter o pai e a mãe no Natal… ele vai poder beber a noite inteira e dirigir dentro do condomínio de luxo no dia seguinte… quero saber até que dia ele ficar livre e mais quantas vezes ele vai poder fazer isso”, declarou.
Preocupação com a reincidência
A empresária Thaís Juliana de Farias relatou que a indignação dos familiares também se baseia no temor de que o autor volte a colocar vidas em risco. “Sabemos que ele é inconsequente e que a família dele apoia essa inconsequência. É difícil a gente saber que ele vai sair pela mesma porta que a gente”, afirmou.
Flávia Alves Barbosa, irmã de Fábio, pontuou que a punição não reverterá a tragédia, mas serve para trazer um mínimo de conforto aos entes queridos. “O que corrói a gente é o sentimento de impunidade. Ele tirou duas vidas. A dor vai ser amenizada com a certeza de que ele não vai fazer isso com outras pessoas”, concluiu.