Diante da propagação de episódios de intolerância nas redes sociais durante o período eleitoral, o governo federal reforçou os mecanismos de atendimento ao cidadão para apurar condutas discriminatórias praticadas por trabalhadores da área médica.
Canais de atendimento da Ouvidoria-Geral
A pasta federal estabeleceu que pacientes e profissionais da saúde podem formalizar reclamações por meio da Ouvidoria-Geral do SUS. O serviço funciona de maneira gratuita através do número 136, com atendimento ativo de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 18h, além da opção de registro pela internet.
Casos de repercussão nacional
A iniciativa do poder executivo surge na sequência de episódios amplamente compartilhados na internet, envolvendo profissionais e acadêmicos. Em um dos episódios, o cardiologista Clederson Henry Dina, prestador de serviços no Hospital Israelita Albert Einstein, declarou publicamente: “Não atendo petistas vagabundos”.
Investigação no ambiente acadêmico
Outra ocorrência envolveu discentes de medicina do Centro Universitário Imepac, localizado em Araguari, no Triângulo Mineiro. Os estudantes tornaram-se alvos de procedimento administrativo após proferirem ofensas direcionadas a beneficiários de políticas educacionais.
Um dos envolvidos registrou em vídeo a seguinte fala: “Agora quem votou no Lulinha, que está há 20 anos prometendo picanha, quem vier vender trufa Vai todo mundo se foder. Pega a porra da sua bolsa de Prouni, de Fies e divide com a porra do MST”.
Orientações para o registro
Para garantir a eficácia da apuração, o ministério recomenda que os denunciantes coletem o maior volume possível de dados, tais como data, endereço, nome dos envolvidos e dados de eventuais testemunhas.
A administração federal reforça que “esses dados ajudam a direcionar a manifestação aos órgãos competentes”. O posicionamento oficial lembra ainda que “o acesso à saúde é um direito de todos, garantido pela Constituição Federal de 1988 e assegurado pelos princípios da universalidade e da igualdade no SUS”.