A Oncoclínicas, reconhecida como um dos principais grupos de tratamento oncológico da América Latina, obteve a adesão de 61,6% dos credores ao seu plano de reestruturação financeira. O montante representa mais de R$ 3,5 bilhões em créditos dentro de um passivo total que atinge a marca de R$ 5,7 bilhões.
Quórum superado para homologação
O percentual alcançado pela rede de saúde ultrapassa a exigência mínima de 50% estabelecida pela Lei de Recuperação Judicial e Falências (Lei nº 11.101/2005). Com a marca atingida, a companhia comunicou o resultado ao mercado por meio de um fato relevante e agora busca a validação oficial do processo.
Próximos passos na justiça
Com o quórum garantido, a documentação atualizada foi protocolada na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A etapa seguinte consiste na publicação de um edital para que eventuais contestações ao plano possam ser apresentadas pelos credores.
Crise financeira e impacto no caixa
Atualmente com 144 unidades distribuídas por mais de 47 regiões, a rede atribui parte de suas dificuldades ao estrangulamento de caixa provocado pelas operadoras de saúde. A empresa aponta que os planos de saúde têm recusado a antecipação de faturas e bloqueado a cessão de recebíveis a instituições bancárias.
Esses recursos são apontados pela gestão como essenciais para garantir a compra regular de medicamentos e a manutenção dos atendimentos. A situação financeira da empresa também envolveu negociações complexas com o Banco Master, incluindo aportes de capital, emissão de CDBs e repasses de ações que atualmente passam por reavaliação de mercado.