O estado do Amazonas registrou uma redução expressiva de quase 40% nos focos de queimadas durante o mês de outubro, conforme apontam os registros oficiais do Programa Queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Dados de monitoramento e ranking nacional
Conforme o levantamento técnico, o total de ocorrências contabilizadas no décimo mês do ano foi de 2.258. Esse volume representa uma retração de 39,40% quando comparado aos 3.726 registros computados ao longo do mês de setembro. Com esses números, o território amazonense figura na sexta colocação no ranking nacional de monitoramento de incêndios, acumulando um total de 8.515 casos.
Operação e reforço aéreo no interior
Mesmo diante do recuo mensal, uma força-tarefa composta por 18 aeronaves foi enviada à região nesta semana pelas esferas estadual e federal. Os equipamentos desempenharam um papel crucial ao despejar 3,2 milhões de litros de água diretamente no enfrentamento aos focos de fogo que ameaçam as matas locais.
Alerta inicial e dados do Censipam
Apesar do alívio posterior, o mês começou com um cenário bastante crítico. Informações do Painel do Fogo — ferramenta do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), ligada ao Ministério da Defesa — revelaram um salto de 271% nos registros em apenas dez dias, somando cerca de 1.380 ocorrências, o equivalente a quase quatro vezes o volume observado no mesmo recorte do ano anterior.
Do total verificado nesse intervalo crítico, 1.186 casos atingiram terras públicas, enquanto 93 afetaram terrenos particulares e 101 surgiram em áreas sem tipificação definida. Do montante global, 174 foram associados diretamente ao desmatamento. O avanço da fumaça também comprometeu a rotina em Manaus, resultando na suspensão de atividades acadêmicas na semana de 19 de outubro devido à precariedade do ar.
Balanço de multas e fiscalização ambiental
As ações de fiscalização conduzidas pelo Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) durante a 13ª fase da Operação Tamoiotatá 6, executada entre 9 e 28 de outubro, resultaram na aplicação de mais de R$ 8,5 milhões em penalidades pecuniárias.
Além das sanções financeiras divulgadas na sexta-feira (30), a operação resultou no embargo de mais de 916 hectares de vegetação e na emissão de 56 autos de infração. Os esforços de fiscalização concentraram-se prioritariamente nos municípios de Careiro, Careiro da Várzea, Borba, Beruri, Manaquiri e Autazes.