Rafinha recorda ouro inédito na Rio 2016 e pressão na seleção

O ex-meia Rafinha Alcântara abriu o jogo sobre os bastidores da histórica conquista da medalha de ouro inédita pela Seleção Brasileira masculina de futebol nos Jogos Olímpicos da Rio 2016. O triunfo sobre a Alemanha, decidido nos pênaltis em um Maracanã lotado, encerrou um jejum de frustrações anteriores no torneio.

A pressão pelo ouro inédito no Maracanã

Participante ativo daquele elenco histórico, o ex-jogador lembrou a atmosfera de cobrança e a magnitude da vitória em solo nacional. A campanha culminou no topo do pódio após momentos de intensa expectativa da torcida.

“Foi especial, foi incrível, foi uma lembrança maravilhosa do que você falou. Primeiro título inédito, fazer parte desse grupo foi incrível, no Rio de Janeiro, no Maracanã lotado, então foi um sonho realizado. Juntou tudo. A gente sabia que era especial, a gente sabia que era diferente, a gente sabia que o povo brasileiro queria essa vitória e, graças a Deus, pelos pênaltis, a gente conseguiu levar para casa”, disse Rafinha.

A escolha pela camisa amarelinha e a relação com a Espanha

Filho de Mazinho — campeão mundial com o Brasil em 1994 — e irmão de Thiago Alcântara, que optou por defender a seleção espanhola, Rafinha esclareceu os fatores que definiram sua trajetória internacional no esporte.

“Quando eu já tinha 20 anos, eu não tinha atuado ainda como profissional e foi quando o Brasil me chamou, então não duvidei, tive a felicidade de poder participar na Seleção Brasileira. Meu irmão já tinha estreado como profissional, ele já formava parte da seleção espanhola, então a decisão por minha parte foi muito mais fácil. Lógico que teve (papo sobre jogarem na mesma seleção), minha família toda é brasileira, então sempre teve, meu pai, o sonho dele era que os dois jogassem no Brasil, a situação é que o Brasil nessa época não chamava, a gente teve que respeitar”, concluiu Rafinha.

Nova fase e negócios no esporte

Aposentado dos gramados e atualmente atuando como sócio da RFJ Capital, o ex-atleta também abordou a transição para o mundo corporativo. Durante a entrevista, ele discutiu os desafios financeiros enfrentados por jovens promessas do futebol e relembrou vivências do período em que se formou nas categorias de base do Barcelona.

Deixe um comentário