O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem liberdade para permanecer em território norte-americano pelo período que preferir. A manifestação ocorreu no clube Mar-a-Lago, localizado em Palm Beach, na Flórida, onde o líder republicano conversou com jornalistas.
Declarações sobre a estadia e críticas ao pleito
Questionado a respeito de uma possível agenda com o parlamentar brasileiro, o chefe de Estado americano descartou a hipótese no momento, mas reiterou apoio e criticou o cenário político do Brasil. “Não tenho planos de encontrá-lo, mas acho que ele foi tratado muito mal, muito mal mesmo. Então, ele pode ficar aqui pelo tempo que quiser. Ele é bem-vindo”, afirmou Trump.
Em sua fala, o presidente dos Estados Unidos voltou a contestar o resultado da disputa presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado em 25 de outubro de 2026. “Na minha opinião, a eleição foi uma vergonha. Ele foi tratado muito mal. E pode ficar aqui pelo tempo que quiser”, reforçou, embora não tenha apresentado provas de irregularidades no processo eleitoral brasileiro.
Posição do governo norte-americano sobre a saída do Brasil
A manifestação de Trump coincidiu com pronunciamento do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que negou qualquer participação do governo americano na saída do senador brasileiro. A declaração foi feita em Atlanta, durante encontro de ministros das Relações Exteriores do G20.
“Não participamos de nenhum dos preparativos que ele fez para sair. Pelo menos o governo dos Estados Unidos não esteve diretamente envolvido em nenhuma das movimentações realizadas”, declarou Rubio.
Dias antes, Trump havia mencionado que evitou intervir na disputa eleitoral brasileira a pedido de Lula, embora tenha evitado confirmar o reconhecimento oficial da vitória do petista. Flávio Bolsonaro deixou o Brasil acompanhado da esposa e das duas filhas em 27 de outubro de 2026, após receio de sanções judiciais decorrentes de ordens do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, emitidas logo após a apuração das urnas.