Uma nova espécie vegetal descoberta no Cerrado brasileiro foi batizada de Chamaecrista marinasilvae em homenagem à ambientalista e ex-ministro do Meio Ambiente, Marina Silva. O achado científico ocorreu durante o mestrado da bióloga Késia Ramos Miranda, que teve orientação da professora Juliana Rando, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), além da parceria de cientistas da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen).
Onde vive a nova planta do Cerrado
O exemplar botânico foi localizado no estado do Tocantins e possui ocorrência geográfica limitada ao território tocantinense. A região, contudo, enfrenta pressões constantes do desmatamento. A supressão e a degradação da vegetação nativa ameaçam diretamente o habitat natural da espécie. Vale destacar que boa parte dos espécimes documentados está situada nos limites da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, unidade de conservação fundamental para a preservação local.
Repercussão da homenagem nas redes sociais
A ministra celebrou a distinção em suas páginas na internet e revelou que esta representa a terceira ocasião em que seu patronímico é atribuído a um ser vivo. “Para uma ambientalista, ser homenageada com o nome de uma espécie é uma das maiores honrarias que se pode receber. Tenho a felicidade de vivê-la pela terceira vez e posso dizer que cada uma dessas homenagens é única”, publicou.
Ciência e conservação ambiental
Durante a manifestação pública, a figura política destacou a relevância do trabalho científico e das áreas protegidas para a manutenção da biodiversidade regional. “É mais uma demonstração da importância da ciência e das unidades de conservação para proteger as muitas formas de vida que fazem do Cerrado um patrimônio insubstituível”, afirmou.
A catalogação da nova Chamaecrista marinasilvae evidencia tanto a riqueza biológica ainda pouco conhecida do Cerrado quanto a fragilidade dos ecossistemas frente ao avanço antrópico, ressaltando o papel estratégico das unidades de conservação e da pesquisa científica no país.