Um total de 779 pessoas foi detido em território francês durante o último final de semana, marcado por protestos populares e incidentes relacionados às comemorações do Halloween. As informações oficiais foram tornadas públicas pelo Ministério do Interior do país no domingo, dia 1º de novembro de 2026, apontando a realização de 291 atos públicos que reuniram 320 mil participantes no total, sendo que 70.000 pessoas se concentraram exclusivamente em Paris.
Confrontos e feridos nas ruas
As forças de segurança registraram 116 agentes feridos até as 21h de sábado durante os atos, enquanto outros 43 sofreram ferimentos após esse horário, no decorrer das ocorrências da noite festiva. Nas mobilizações anteriores que tomaram o país, os números de policiais feridos haviam sido de 1.144 em 17 de outubro e de 267 em 24 de outubro.
Balanço de prisões e danos materiais
Das 779 detenções totais, 565 ocorreram antes das 21h de sábado e outras 214 durante a noite de Halloween. O volume de prisões nesta data festiva superou os registros de 2025, que teve 170 detenções, e de 2024, quando houve 148. Por outro lado, as prisões gerais diminuíram na comparação com as semanas anteriores, que contabilizaram 2.628 detenções em 17 de outubro e 1.435 em 24 de outubro. O relatório oficial também somou 515 focos de incêndio, 36 estabelecimentos comerciais danificados e 3 saqueados, uma melhora em relação à semana prévia, que registrou 69 comércios danificados e 24 saqueados.
Redução na participação pública
Os dados revelam uma retração na adesão popular aos atos. No dia 24 de outubro, foram contabilizadas 289 manifestações com 410 mil pessoas, enquanto em 17 de outubro o total alcançou 441 atos e 550 mil participantes. A queda no público chegou a 42% em relação ao pico registrado 15 dias antes. O movimento reúne estudantes, sindicatos e ativistas que protestam contra a perda do poder de compra, o encarecimento da energia e dos combustíveis, a desigualdade social e a piora nas condições de ensino.
Em comunicado oficial, o governo avaliou positivamente a atuação das equipes de segurança. “As medidas de segurança robustas e ágeis permitiram a realização das manifestações declaradas, preservando a liberdade de expressão e frustrando tanto aqueles que buscavam incitar a violência contra manifestações pacíficas quanto aqueles que tentavam criar o caos nos centros urbanos naquela noite”, declarou o órgão. O ministro do Interior repudiou as agressões direcionadas a policiais, gendarmes e bombeiros, prestando solidariedade aos profissionais e pontuando que os agressores atuavam em atos de insurreição desvinculados dos manifestantes pacíficos.