O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no domingo (1º.nov.2026) que ainda existem alvos militares a serem atingidos no Irã. Segundo o líder republicano, poderá ser necessário adotar uma postura mais agressiva contra Teerã no futuro.
Declarações em comício
Durante um evento de campanha no Estado de Iowa, o chefe do Executivo norte-americano justificou que a contenção militar atual ocorre por motivos humanitários, mas deixou em aberto a possibilidade de uma escalada.
“A única razão pela qual ainda não acabei com o Irã é porque quero ser gentil. Quero tentar salvar todas essas vidas, se puder”, disse Trump durante um comício no Estado de Iowa. “Mas, em algum momento, teremos que desferir um golpe contundente contra eles”, acrescentou.
Pressão diplomática e eleições
As negociações diplomáticas voltadas para a pacificação no Oriente Médio enfrentam constantes interrupções devido a ameaças de novos bombardeios emitidas por Washington e Tel Aviv, coincidindo com períodos eleitorais em ambos os países.
Conforme apuração do portal Axios, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria insistido para que Trump realizasse investidas militares contra Teerã logo após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, agendadas para esta 3ª feira (3.nov), ao passo que o republicano demonstrava preferência por dar continuidade às tratativas diplomáticas.
Questionado por repórteres no domingo (1º.nov), o presidente americano admitiu ter debatido a questão iraniana com Netanyahu, embora tenha evitado aprofundar o assunto.
Resposta de Teerã
Do outro lado do conflito, o governo iraniano reagiu às posturas de Washington. O porta-voz do Exército do Irã, Mohammad Akraminia, alertou em entrevista à televisão estatal que uma nova ofensiva americana tem potencial para prolongar drasticamente as hostilidades.
“Uma eventual guerra futura poderá durar mais do que o conflito anterior, e o presidente norte-americano não estará em condições de ditar nem o cronograma nem as condições para seu término”, declarou.
O histórico recente do conflito remonta ao dia 28 de fevereiro, data em que forças dos Estados Unidos e de Israel iniciaram investidas combinadas contra território iraniano. Na ocasião, o governo do Irã respondeu com disparos de mísseis e uso de drones por toda a região, contando com o apoio de milícias aliadas posicionadas no Líbano e no Iêmen.