Um cidadão que sofreu fraturas no pé precisou ter o membro inferior imobilizado com pedaços de papelão durante um atendimento médico prestado pela rede pública de saúde de Currais Novos, município localizado no estado do Rio Grande do Norte.
Falta de insumos na rede municipal
A ocorrência veio a público por meio de veículos de imprensa da região e ganhou ampla repercussão no dia 30, após ser veiculada pela Associação Brasileira dos Técnicos em Imobilizações Ortopédicas (Astego). Registros fotográficos e em vídeo mostraram que a perna do enfermo foi envolvida em papelão para substituir os aparatos ortopédicos adequados.
Riscos à saúde do paciente
Diante da situação, a entidade representativa expressou revolta com o ocorrido e chamou atenção para os perigos de adotar técnicas improvisadas em casos de fratura. De acordo com a organização, o uso de papel e papelão no lugar de insumos apropriados pode prejudicar severamente a cicatrização e gerar sequelas na consolidação óssea.
Medidas legais e fiscalização
A associação comunicou que enviará documentos formais à Prefeitura de Currais Novos e à Secretaria Municipal de Saúde exigindo esclarecimentos a respeito da escassez de materiais. Além disso, o episódio será reportado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte e aos órgãos competentes de controle sanitário.
O município potiguar registrou forte apoio ao atual cenário político nacional nas urnas. Na disputa presidencial, a localidade conferiu expressiva votação a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, quando o petista alcançou 64,83% dos votos válidos, somando 16.991 eleitores, enquanto o adversário Flávio Bolsonaro (PL) registrou 35,17%, equivalente a 9.219 votos.