O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta terça-feira (3) que as discussões em andamento na agenda com o presidente Luiz Inácio da Lula da Silva não contêm elementos capazes de motivar receios por parte dos investidores do país.
Compromisso com o ajuste e equidade social
Durante atendimento à imprensa, o titular da pasta econômica pontuou que o plano traçado pelo governo busca o equilíbrio das contas públicas sem descuidar das promessas firmadas durante o período eleitoral, priorizando a proteção das camadas de menor renda.
“Nós estamos tratando de um ajuste gradual, que respeite os compromissos de campanha, que seja justo em relação aos mais pobres, em relação à progressividade que é necessária ser buscada no nosso sistema”, afirmou o ministro.
O desafio da responsabilidade fiscal
Segundo o representante do governo, conciliar a melhoria fiscal com o atendimento às demandas de diferentes setores da sociedade representa uma tarefa complexa que foge de soluções simplistas.
“Esse é um grande desafio. Nós vamos ter que achar o caminho para fazer essas duas coisas sem procurar uma narrativa fácil”, adicionou.
Ações futuras e gestão dos gastos
Em meio às incertezas econômicas e à alta recente da moeda norte-americana, Durigan assegurou que a administração federal continuará avançando na direção de resultados primários mais sólidos, reavaliando políticas públicas para otimizar os investimentos estratégicos e o uso do orçamento.
“Vamos melhorar o resultado primário, como nós fizemos de 2023 para cá, fazendo com rigor a avaliação das políticas públicas já existentes, não para tirar direitos, mas para garantir que o dinheiro público seja bem aplicado e olhar para os investimentos estratégicos do país”, disse o ministro, que também abordou temas como a prorrogação do IPI para setores impactados pelo imposto seletivo.