Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira, 3, para participar das eleições de meio de mandato, um pleito amplamente conhecido como midterms. A votação ocorre exatamente dois anos após a disputa pela Presidência, servindo exclusivamente para definir os novos representantes do Congresso sem colocar a Casa Branca em jogo.
Como funciona a votação nos Estados Unidos
O processo eleitoral norte-americano se destaca pela flexibilidade, permitindo a votação antecipada e também o envio de votos pelo correio. Cada um dos 50 estados tem a autonomia para organizar e contabilizar os próprios sufrágios, seguindo regulamentos locais específicos. O depósito presencial dos votos acontece nesta terça-feira, data que marca o encerramento definitivo do período de votação.
Renovação da Câmara dos Representantes
Em 2026, os norte-americanos elegem a totalidade das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes. Os deputados cumprem mandatos de dois anos e respondem por distritos eleitorais específicos. O número de vagas de cada estado varia conforme a população local. Para que uma legenda alcance a maioria na Câmara, é necessário conquistar ao menos 218 assentos.
Disputa pelas vagas no Senado federal
Além da Câmara, o pleito define 35 dos cem senadores que compõem o Senado federal, onde cada estado possui dois representantes. Enquanto os deputados renovam seus mandatos a cada dois anos, os senadores cumprem períodos de seis anos, com uma renovação escalonada que coloca em disputa cerca de um terço das vagas a cada ciclo eleitoral. Os parlamentares eleitos tomam posse em janeiro de 2027, marcando o início da nova legislatura.
Impacto político para o governo Trump
Apesar de o presidente Donald Trump não estar concorrendo diretamente neste pleito, o resultado das midterms tem o poder de alterar significativamente a tramitação de projetos e a capacidade de governabilidade pelos dois anos restantes de sua gestão. Atualmente, os republicanos detêm a maioria em ambas as Casas legislativas, mas uma reviravolta no controle de qualquer uma delas promete modificar a fiscalização do Poder Executivo.
Caso os democratas consigam maioria na Câmara dos Representantes, o partido assumirá o comando das comissões, ganhando força para ampliar investigações e convocar autoridades federais. No âmbito do Senado, a nova configuração de forças será determinante para aprovar ou barrar as indicações presidenciais para cargos no governo, embaixadas e tribunais federais.