Sistemas de refrigeração de três unidades do Serviço Francês de Sangue (EFS) foram alvos de um ataque hacker entre a madrugada de domingo, 1º, e segunda-feira, 2. Os invasores conseguiram manipular os parâmetros de temperatura e os ciclos de descongelamento de câmaras frigoríficas que armazenavam plasma, insumo vital para transfusões e o desenvolvimento de medicamentos.
Como os hackers tentaram comprometer o estoque
A ação visava elevar as temperaturas de armazenamento a níveis extremos. Enquanto o plasma deve ser conservado em torno de -30°C, os criminosos tentaram alterar o funcionamento dos equipamentos para que atingissem até 110°C. Contudo, os mecanismos de monitoramento foram acionados a tempo, permitindo que as equipes de saúde interviessem antes que o material fosse danificado.
Segurança e investigação do Ministério da Saúde
Apesar da gravidade da tentativa de sabotagem, o Ministério da Saúde da França confirmou que a situação está normalizada. O EFS reforçou que não houve prejuízo ao estoque nem riscos aos pacientes, garantindo que as operações de coleta e distribuição de sangue seguem o cronograma habitual.
A investigação aponta que a invasão não ocorreu diretamente na rede interna do EFS, mas através de equipamentos de refrigeração gerenciados por uma empresa terceirizada. Como medida preventiva imediata, o governo francês desativou o acesso remoto aos dispositivos afetados enquanto apura como os hackers burlaram as camadas de segurança.
Impacto do Serviço Francês de Sangue
O EFS desempenha um papel fundamental na saúde pública do país, sendo responsável por processar sangue, plaquetas e plasma para atender mais de 1,9 mil hospitais. A instituição presta assistência a mais de um milhão de pacientes anualmente, o que torna a integridade de seus sistemas de refrigeração uma prioridade crítica de segurança nacional.