Em sua primeira transmissão ao vivo após a ida do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para os Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro classificou a operação como “exitosa”. Durante uma live de quase 50 minutos em seu canal no YouTube realizada nesta terça-feira, 3, o ex-parlamentar também alegou ter identificado “indícios de fraude” no segundo turno da disputa presidencial de 2022.
Detalhes da viagem internacional
Na avaliação de Eduardo, a saída do irmão do território nacional representou um marco histórico. “Depois da extração do Nicolás Maduro, essa foi a operação mais sensível e exitosa da história da América Latina”, declarou. O ex-deputado acrescentou que “você tem um país de dimensões continentais, onde o Flávio estava no centro físico desse país, em Brasília”.
Segundo o relato, a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregasse o passaporte em 24 horas — solicitada pela Polícia Federal minutos após a confirmação do resultado — serviu para viabilizar a partida. Para ele, os oponentes “foram com muita sede ao pote, os cachorrinhos do Moraes”, abrindo espaço para a saída. O político ainda agradeceu ao presidente norte-americano, Donald Trump, mencionando que a Casa Branca concedeu autorização de permanência por motivos humanitários.
Contestações sobre o pleito presidencial
O foco principal da live foi a votação que resultou na vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao explicar o termo utilizado, o ex-deputado pontuou: “Por que eu falo indícios de fraude e não fraude? Porque mais uma vez o sistema foi desenhado para que as urnas não fossem auditadas”.
Críticas ao Judiciário e TSE
O ex-parlamentar direcionou críticas ao ministro Cristiano Zanin pela extensão de duas horas no horário de votação, associando a mudança às oscilações em plataformas de apostas. “Quando saiu a notícia do Zanin botando duas horas a mais de votação, o mercado precificou essa informação nova”, afirmou. O funcionamento do Tribunal Superior Eleitoral também foi contestado sob o argumento de que “é claro que, se ele organiza a eleição e julga todos os conflitos relativos à eleição, ele nunca vai dar uma decisão declarando-se culpado daquilo que ele organizou”.
Por fim, o transmissor abordou o cenário institucional futuro e projetou dificuldades para a atual gestão federal. Ao defender a possibilidade de um processo de impedimento contra o chefe do Executivo com base em crises econômicas passadas, argumentou que “talvez seja menos trabalhoso até do que a Dilma, porque a gente tem mais parlamentares à direita”, concluindo que há “é menos gente para convencer, para pressionar”.