O Flamengo acumulou uma receita bruta de R$ 1,34 bilhão entre janeiro e setembro de 2026, acompanhada de um superavit de R$ 4,5 milhões no mesmo intervalo, conforme dados revelados pelo balanço financeiro publicado pelo clube em 30 de outubro.
Recorde em reforços e redução de dívidas
Nos primeiros nove meses do ano, a instituição alcançou o patamar de R$ 667,7 milhões investidos na aquisição de atletas, estabelecendo a maior marca histórica de sua trajetória para o setor. Paralelamente, o endividamento operacional líquido sofreu uma queda de 23%, encerrando em R$ 376,1 milhões na comparação com o mês de março de 2026.
A chegada de Lucas Paquetá
O principal investimento da temporada rubro-negra foi a contratação do meia Lucas Paquetá, adquirido junto ao West Ham, da Inglaterra, por € 42 milhões. Somando os direitos econômicos e as luvas, a operação totalizou R$ 299,1 milhões para os cofres da equipe carioca.
Desempenho das receitas e comercial
As negociações de jogadores proporcionaram um montante de R$ 174,7 milhões até setembro. O faturamento recorrente bruto, que desconsidera a venda de atletas, atingiu R$ 1,17 bilhão, representando um incremento de 11,3% frente aos nove primeiros meses de 2025. Descontando os impactos da participação no Mundial de Clubes de 2025, o avanço seria de 30,8%.
O setor de patrocínios, publicidade e licenciamentos injetou R$ 507,9 milhões, registrando um crescimento expressivo de 42,9% em base anual. Enquanto isso, a bilheteria dos jogos gerou R$ 292,3 milhões, e os valores referentes a direitos de mídia alcançaram R$ 273,7 milhões.
Indicadores operacionais e patrimônio
O Ebitda recorrente somou R$ 289,9 milhões até setembro, mantendo uma margem de 26,5% e estabelecendo o maior patamar histórico da instituição para o período. No aspecto patrimonial, o passivo consolidado fechou o mês de setembro em R$ 1,393 bilhão, o que representa uma alta de 10,3% em relação ao encerramento de 2025, sendo R$ 744,2 milhões referentes a obrigações de curto prazo.
Por outro lado, o ativo consolidado totalizou R$ 2,355 bilhões ao fim do terceiro trimestre, superando os R$ 2,221 bilhões registrados no término de 2025. O ativo intangível, concentrado majoritariamente nos direitos econômicos sobre os jogadores, atingiu R$ 1,292 bilhão, ao passo que o caixa livre encerrou setembro em R$ 84,1 milhões e a geração operacional de caixa chegou a R$ 459,4 milhões no acumulado anual.