O senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (Progressistas) veio a público nesta quarta-feira, 4, para acusar setores da imprensa de tentarem fragmentar o campo político da direita na corrida pela Presidência do Senado Federal. Através de um vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar criticou diretamente a cobertura jornalística sobre o tema.
Críticas à cobertura jornalística
No centro da manifestação do senador está uma publicação da Folha de S.Paulo com o título “PP se irrita com ataques a Tereza Cristina após acordo com Rogério Marinho por chefia do Senado. Para o parlamentar, o intuito da matéria é minar a força política do grupo e manter inalterada a correlação de forças no parlamento. “Matérias como essa têm um único objetivo: dividir a direita”, declarou.
O político paulista alertou que investidas semelhantes devem se multiplicar até a data do pleito que definirá o novo comandante da Casa legislativa, marcado para 1º de fevereiro de 2027. “Não podemos cair nessa armadilha da imprensa e daqueles que querem manter o status quo no Congresso Nacional e na República Federativa do Brasil”, afirmou.
Estratégia para a presidência do Senado
Apesar das divergências apontadas pela imprensa, o senador assegurou que os principais nomes cotados para a disputa, Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), mantêm conversas frequentes e trabalham em prol de um nome consensual. “Não são inimigos, não podem se dividir”, pontuou.
União da bancada conservadora
Embora tenha reconhecido que Marinho larga com maior fôlego na corrida sucessória devido à robustez da bancada do PL, Derrite enfatizou que o esforço conjunto visa consolidar uma chapa única. O parlamentar ainda vinculou a disputa à urgência de transformar o relacionamento institucional entre os Poderes da República.
Representando mais de 13 milhões de eleitores do estado de São Paulo, o senador reafirmou sua plataforma de atuação voltada para uma gestão no Senado sintonizada com os princípios conservadores, cujo propósito seria “reequilibrar a democracia no Brasil” e “conter os abusos de outros poderes”.