O deputado estadual reeleito Issy Quinan (MDB), nome cotado para suceder Bruno Peixoto (União Brasil) na liderança da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), manifestou oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca proibir a recondução do presidente da Mesa Diretora.
Argumentos contra a alteração na Constituição Estadual
Durante entrevista, o emedebista estruturou sua rejeição à proposta com base em dois pontos centrais. O primeiro deles diz respeito ao histórico de modificações no texto constitucional. Desde a redação original de 1989, o parágrafo terceiro do artigo 16 sofreu seis alterações, oscilando entre a autorização e a proibição para a permanência de integrantes na direção da Casa.
Para o parlamentar, a continuidade no comando deve ser uma prerrogativa garantida àqueles que cumprem suas funções alinhadas às demandas do Parlamento.
“Acho que a reeleição é facultada àquele presidente que fizer o dever de Casa e que trata dos interesses do Poder Legislativo”, afirmou.
Restrição exclusiva à presidência e o fator temporal
O segundo argumento levantado por Issy Quinan aponta que a iniciativa legislativa restringe-se apenas ao cargo máximo da Mesa Diretora, deixando inalteradas as normas vigentes para as outras dez funções que compõem a direção do órgão.
Além da crítica ao escopo da matéria, o deputado avaliou que a movimentação ocorre em um período inadequado, ponderando que as duas gestões anteriores tiveram direito à disputa e foram reconduzidas.
“Por que somente agora essa propositura está sendo apresentada?”, questionou.
Legitimidade do debate e foco na sucessão
Apesar de divergir do teor da emenda, o deputado reconhece que a discussão é válida e reflete o posicionamento legítimo de parlamentares contrários à recondução.
“Mas, ao meu ver, é inoportuna por essas razões. Temos que focar nossas energias nas decisões que concernem na escolha da próxima Mesa Diretora. Sobretudo naquele que vai dirigir a Casa nos próximos 2 anos”, argumentou.
A discussão em torno da PEC movimenta os bastidores da política goiana, enquanto os deputados estaduais articulam as próximas estratégias para a definição do comando administrativo e institucional do Parlamento estadual.