O governo federal estuda a criação de um Ministério da Segurança Pública, gerando um debate interno sobre a escolha do futuro titular: a disputa está entre apostar em um nome de forte peso político ou optar por um perfil estritamente técnico.
Nomes políticos entram no radar do planalto
Entre os cotados com perfil político aparecem figuras de destaque do Partido dos Trabalhadores, como Rui Costa e Camilo Santana, ambos senadores eleitos. Rui Costa conta com proximidade com o presidente Lula e experiência na área devido à sua passagem pelo governo baiano, enquanto Camilo Santana poderia ganhar maior projeção nacional com a visibilidade do cargo.
O risco do desgaste partidário na pasta
O ministro Fernando Haddad também foi mencionado nas especulações como possível representante do partido no cenário futuro. No entanto, analistas apontam um receio estratégico nessa escolha:
“Há o temor de que o petista que ocupar esse cargo possa acabar enfrentando um grande desgaste e acabe acontecendo o oposto, em vez de se projetar, acabe ficando desgastado.”
Alternativas com perfil técnico e combate ao crime
No campo técnico, ganha força o nome do promotor Lincoln Gakiya, líder do GAECO em São Paulo, reconhecido pelo histórico de enfrentamento ao crime organizado.
“Muito combativo em relação ao Primeiro Comando da Capital, tem travado essa luta há muito tempo, foi ameaçado de morte, e conhece como ninguém o funcionamento, o organograma e como atua o PCC e outras facções criminosas”, destacou o analista.
Outras apostas para a transição
Outro profissional ventilado para assumir a função é Chico Lucas, atual secretário nacional de Segurança Pública e criador do programa Celular Seguro. Apesar das especulações nos bastidores, autoridades lembram que as listas de transição costumam mudar e o escolhido pode sequer figurar entre os nomes cotados atualmente.