O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) será o palco, nesta quinta-feira, 5, às 9 horas, do lançamento da obra literária “Pelo Cerrado”, escrita pelo publicitário e cientista político Hamilton Carneiro.
Obra com foco na conscientização ambiental
Desenvolvido como um estudo abrangente sobre o bioma, o volume traz uma abordagem acessível. De acordo com Hamilton Carneiro, a obra conta com “linguagem bem pedagógica, para despertar o interesse, notadamente dos jovens, para a importância do Cerrado e da necessidade de sua preservação”.
O autor explica que o conteúdo examina “cada elemento do sistema biogeográfico, ressaltando a importância de todos em seu conjunto para a existência humana”. Embora traga forte embasamento teórico, o pesquisador assinala que “não se trata de uma obra científica, mas resultante de muita pesquisa também na área da ciência”.
Alertas sobre degradação e replantio
Desafios na recuperação ambiental
Com uma vivência de longa data ligada à natureza da região, o escritor sublinha que “tem uma longa convivência com o Cerrado”. Ele postula ter “uma enorme preocupação com o desmatamento sistemático e a inobservância sobre a recuperação das áreas já ocupadas. O Cerrado já está em sua maturidade plena”.
De acordo com o escritor, “não é possível restituir o que já se tirou dele. Mesmo com o rigor da legislação ambiental de hoje, é vital lembrar que a contenção é só daqui pra frente. O que já foi desmatado está perdido porque não se recupera o Cerrado com ações de replantio. Uma árvore replantada precisa de mais de meio século para se tornar adulta e produzir sementes ou raízes multiplicadoras”.
A relação do autor com o tema vem desde a infância. Além dos estudos, ele destaca que no programa “’Frutos da Terra’, quase 40 anos na TV, hoje nas redes sociais”, ele sempre “dedicou espaços para a cultura cerratense. A própria música de abertura é um registro dos frutos nativos do Cerrado. A capa é uma concepção do artista plástico Sanatan que traduziu o conteúdo do livro em uma grafia com sinais e vestígios antropológicos, lembrando a origem do Cerrado e as marcas dos seus primeiros habitantes há cerca de 13 mil anos”.