Parlamentares paraguaios levantaram suspeitas de que o presidente Santiago Peña teria fugido para a Argentina logo após anunciar sua renúncia ao cargo. No entanto, a administração do presidente argentino Javier Milei negou veementemente a informação nesta quinta-feira (5/11), afirmando que não há registros de entrada do político paraguaio em território nacional.
Desmentido oficial e monitoramento de fronteiras
Fontes do governo argentino confirmaram ao jornal La Nación a ausência de registros migratórios de Peña. A ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, reforçou que a presença do ex-mandatário foi descartada e destacou que as autoridades intensificaram a fiscalização nas divisas com o Paraguai e o Brasil. Segundo a ministra, os relatórios enviados até as 19h não mostravam movimentações suspeitas, com atualizações exigidas a cada trinta minutos das equipes de imigração.
Os boatos ganharam força no Legislativo após questionamentos da deputada Johana Ortega durante uma sessão parlamentar. “Queremos saber se recebeu alguma comunicação do presidente Santiago Peña sobre uma saída do país, porque estão afirmando que ele já pisou em solo argentino”, declarou a parlamentar. O senador Rubén Velázquez também alimentou os rumores ao citar dados não confirmados sobre um suposto pedido de asilo político a Javier Milei.
Posição do governo paraguaio e processo de impeachment
Em contrapartida, o porta-voz da Presidência paraguaia, Guillermo Grance, garantiu que o chefe de Estado continua em solo nacional. “O presidente da República está no país e vai cumprir seu dever constitucional de se defender”, declarou Grance em coletiva de imprensa, omitindo o endereço exato por motivos de segurança. A senadora Lilian Samaniego corroborou a informação após um contato telef