O cenário político alemão está em luto após a confirmação da morte de Hubert Aiwanger, vice-governador e ministro da Economia da Baviera. O político, de 55 anos, foi encontrado sem vida na noite de quarta-feira, dia 4, dentro de um quarto de hotel situado na região central de Berlim.
Investigação sobre o falecimento
Aiwanger estava na capital alemã para cumprir uma agenda com o partido Eleitores Livres. Contudo, ele optou por não comparecer ao evento de inauguração de um escritório da sigla após relatar mal-estar. Membros de seu grupo político confirmaram que ele permaneceu hospedado no local durante o período em que deveria estar cumprindo seus compromissos oficiais.
A Polícia e o Ministério Público de Berlim iniciaram um procedimento investigativo para determinar a causa exata do óbito. Até o momento, as apurações periciais preliminares não apontaram sinais de envolvimento de terceiros, embora o laudo oficial ainda não tenha sido emitido pelas autoridades competentes.
Repercussão e luto na Alemanha
A notícia do falecimento gerou forte comoção entre os líderes políticos do país. O governador da Baviera, Markus Söder, manifestou seu pesar publicamente e destacou o impacto da perda para o governo regional.
“A morte súbita de Hubert Aiwanger é uma tragédia absoluta”, declarou o governador em uma publicação nas redes sociais.
Trajetória e influência política
Figura central do conservadorismo bávaro, Aiwanger liderava o partido Eleitores Livres desde 2006, assumindo o controle nacional da legenda em 2010. Sob sua gestão, o partido alcançou feitos expressivos, como a entrada no Parlamento da Baviera em 2008 e a composição de uma coalizão governamental com a União Social-Cristã (CSU) em 2018, que o alçou aos cargos de vice-governador e ministro da Economia.
Apesar de sua relevância regional, Aiwanger também enfrentou polêmicas, como o caso de um panfleto antissemita atribuído à sua juventude em 2023, episódio que ele negou veementemente. O político deixa a companheira, Tanja Schweiger, e dois filhos.