Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 9,3 bilhões em outubro

O comércio exterior do país fechou o décimo mês do ano com um saldo positivo expressivo, consolidando uma trajetória de alta impulsionada tanto pelas vendas externas quanto pelo avanço nas compras do exterior.

Crescimento expressivo nas transações internacionais

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,3 bilhões em outubro, o que representa um crescimento de 39,4% em relação ao mesmo mês de 2025, período em que o saldo positivo havia sido de US$ 6,7 bilhões. As informações oficiais foram tornadas públicas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho financeiro foi alcançado após o país registrar exportações de US$ 37,8 bilhões, assinalando uma alta de 20% na comparação anual. No mesmo intervalo, as importações totalizaram US$ 28,5 bilhões, expansão de 14,8%. Com esses montantes, a corrente de comércio — somatório de todas as vendas e compras internacionais — chegou a US$ 66,3 bilhões, um avanço de 17,7% frente a outubro do ano anterior.

Desempenho por setores produtivos

O principal motor para o resultado das exportações foi a indústria extrativa, que avançou 53,5%. Dentre os produtos desse segmento, as vendas de petróleo bruto ao mercado internacional dispararam 122,6%, injetando cerca de US$ 4,7 bilhões no resultado do período.

O setor agropecuário também obteve números favoráveis, assinalando alta de 12,8% com o impulso vindo das comercializações de soja e café. Paralelamente, a indústria de transformação cresceu 7,7%, tendo os óleos combustíveis de petróleo como os principais protagonistas dos embarques.

Dinâmica com os parceiros globais

No panorama das relações internacionais, as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos saltaram 87% em outubro, totalizando US$ 4,3 bilhões. Esse salto ocorreu concomitante às tratativas diplomáticas e econômicas entre as duas nações acerca das tarifas comerciais aplicadas pela gestão de Donald Trump.

As vendas direcionadas à União Europeia registraram incremento de 32%. Em contrapartida, as transações comerciais com a China — tradicionalmente o principal destino das exportações do Brasil — sofreram uma retração de 5,3%, somando US$ 8,6 bilhões.

Considerando o acumulado dos dez primeiros meses do ano, de janeiro a outubro, o Brasil acumulou um superávit de US$ 71 bilhões, valor 34,1% superior aos US$ 53 bilhões contabilizados no mesmo intervalo de 2025. Nesse período, as exportações somaram US$ 321,9 bilhões (alta de 11,2%), enquanto as importações atingiram US$ 250,8 bilhões (crescimento de 6,1%).

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