Os governadores eleitos em 2026 que registraram os menores gastos de campanha por habitante foram Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), em Minas Gerais, e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), em São Paulo. Enquanto o mineiro investiu apenas R$ 0,05 por habitante, o paulista alcançou a marca de R$ 0,55 por eleitor.
Estratégia de baixo custo e engajamento digital
O senador Cleitinho, que venceu o pleito em primeiro turno com 6,3 milhões de votos (55,4%), arrecadou pouco mais de R$ 1,3 milhão em doações. O parlamentar optou por não utilizar recursos próprios nem verbas do Fundo Eleitoral, apesar de o Republicanos ter recebido R$ 348 milhões — a sétima maior fatia entre os 30 partidos. A estratégia replicou o modelo de atuação política do senador, priorizando vídeos gravados via celular para redes sociais e evitando grandes eventos ou estruturas dispendiosas.
Comparativo entre os maiores colégios eleitorais
Embora São Paulo e Minas Gerais possuam as maiores populações do Brasil, o custo de campanha não segue uma lógica estritamente proporcional. Tarcísio de Freitas, reeleito com 14,4 milhões de votos (62,65%), declarou um gasto total de R$ 25,4 milhões, valor cerca de 20 vezes superior ao de Cleitinho, mas que se torna reduzido quando diluído entre a vasta população paulista. Logo atrás de Tarcísio, o governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT-BA), registrou um custo de R$ 0,56 por habitante.
Disparidade nos gastos eleitorais
O cenário nacional revela diferenças drásticas no financiamento das candidaturas. No extremo oposto, o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB-TO), eleito governador do Tocantins, atingiu o maior custo por habitante entre os eleitos, totalizando R$ 3,70 por pessoa — um valor 74 vezes maior que o registrado em Minas Gerais.
Os dados foram obtidos pelo cruzamento das despesas informadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com as projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2026. É importante ressaltar que esses números ainda são parciais, uma vez que os candidatos possuem prazos específicos para a entrega das contas finais. Conforme as normas do TSE, políticos têm até 30 dias após o primeiro turno para a prestação final, sendo que, para os que disputaram o segundo turno, o prazo é de 20 dias após a votação.