Lula parabeniza Pedro Alliana e pede parceria bilateral com o Paraguai

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (6) para desejar “pleno êxito nas novas funções” ao novo chefe de Estado do Paraguai, Pedro Alliana, enfatizando a expectativa de construir uma relação baseada no diálogo e na cooperação mútua entre as duas nações sul-americanas.

Transição de poder em Assunção

A posse de Pedro Alliana ocorreu na noite desta sexta-feira, logo após o Senado paraguaio aprovar o impeachment de Santiago Peña. O ex-mandatário enfrentou acusações graves ligadas a um escândalo financeiro envolvendo o fechamento do banco Ueno, que afetou milhões de cidadãos e recursos públicos do país vizinho.

Em sua mensagem publicada na plataforma X, o líder do Executivo brasileiro destacou os objetivos da nova gestão conjunta. “Transmito ao novo Presidente do Paraguai, Pedro Alliana, empossado na noite de hoje, meus desejos de pleno êxito nas novas funções e de poder trabalhar com ele de maneira aberta, franca e cooperativa, em prol do fortalecimento da relação bilateral e do avanço da integração na América do Sul”, declarou o petista.

Agenda diplomática e laços históricos

O governo brasileiro também sinalizou o interesse em estreitar os contatos institucionais com o novo governo paraguaio no curto prazo, visando debater pautas de interesse mútuo para a região.

O mandatário brasileiro afirmou ainda que espera recebê-lo em breve, em Brasília, para renovar os laços históricos de amizade entre as duas nações.

“Espero poder recebê-lo proximamente em Brasília, oportunidade em que poderemos examinar a nossa agenda bilateral e dar renovado impulso a nossos históricos laços de amizade”, completou o presidente do Brasil.

Contexto da crise financeira e política

A derrocada de Santiago Peña foi precipitada pela liquidação do banco Ueno pelo Banco Central paraguaio, após ser constatado um déficit severo na solvência da instituição ligada ao Grupo Vázquez. Com cerca de 3 milhões de clientes e montantes expressivos em depósitos públicos e previdenciários, o caso gerou revolta e culminou na rápida destituição do economista que havia assumido o poder em 2023.

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