A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo fechou o terceiro trimestre com um lucro líquido ajustado de R$ 1,1 bilhão. O montante representa uma redução de 13,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, conforme o balanço divulgado pela empresa.
Desempenho financeiro e operacional
De acordo com a gestão corporativa, a retração no lucro decorreu principalmente da deterioração do resultado financeiro líquido, que apresentou um salto de 74% nas despesas, atingindo a marca de R$ 1,3 bilhão. Em contrapartida, o Ebitda ajustado alcançou R$ 3,64 bilhões, configurando uma expansão anual de 15,2%. Já a receita líquida ajustada avançou 9% frente ao mesmo período de 2025, totalizando R$ 5,95 bilhões.
Consumo e reajustes tarifários
O relatório financeiro apontou que o volume de consumo residencial chegou a 945 milhões de metros cúbicos, registrando um incremento de 1,4%. No que tange às tarifas médias cobradas entre julho e outubro, a categoria residencial ficou em R$ 4,32 por metro cúbico, alta de 7%. Enquanto isso, a modalidade comercial alcançou R$ 16,14 por metro cúbico, avanço de 6,7%, e a tarifa industrial subiu 13,1%, atingindo R$ 22,06 por metro cúbico.
Custos com pessoal e energia
A companhia obteve uma economia de 21,4%, equivalente a R$ 147 milhões, em gastos com salários, encargos, benefícios e obrigações previdenciárias. Por outro lado, a maior alta de despesas ocorreu no setor de energia elétrica, que disparou 37,2% e gerou um custo adicional de R$ 112 milhões em relação ao desembolso feito no terceiro trimestre do ano passado.
A empresa atua no abastecimento de água e no tratamento de esgoto em centenas de municípios paulistas e passou por um processo de desestatização em julho de 2024, conduzido pela gestão estadual. Com a mudança acionária, o Grupo Equatorial Energia assumiu como acionista de referência com 15% dos papéis, enquanto o plano estratégico estipula aportes bilionários para a universalização dos serviços básicos até 2029.