Primeira mulher quilombola é aprovada no disputado concurso para diplomata

A jovem Helen Jaine Gomes Borgens, de 25 anos, fez história ao se tornar a primeira quilombola aprovada no Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD), amplamente reconhecido como um dos processos seletivos mais rigorosos do Brasil. Formada em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Goiás (UFG), ela tomou posse na função de terceira-secretária do Ministério das Relações Exteriores durante solenidade realizada no Itamaraty.

Trajetória e superação no interior de Goiás

Nascida em Goiânia e criada em Simolândia, no nordeste goiano, Helen passou toda a infância junto a parentes na comunidade do Retiro, que faz parte da Associação de Comunidades Quilombolas. Sua família registra um feito expressivo e raro no país: sete filhos formados no ensino superior, superando a média nacional em que apenas 2,3% da população quilombola possui diploma de graduação, conforme dados da Fiocruz.

Desafios na preparação para o CACD

Durante a faculdade, a recém-formada chegou a cogitar a desistência, mas encontrou nova motivação ao cursar a disciplina de Política Externa Brasileira, estabelecendo a diplomacia como sua grande meta. Após concluir a graduação em 2025, retornou para a comunidade no interior e precisou enfrentar barreiras geográficas e de infraestrutura para estudar de forma autônomia, sem acesso à internet de alta velocidade ou tutores especializados.

“Todo o conhecimento além do básico tive que buscar por conta própria. Não tive professores nem ninguém para orientar, porque simplesmente não existia essa estrutura aqui. Era eu e Deus”, contou Helen à UFG.

Marco histórico para a diversidade no Itamaraty

A conquista da vaga foi vi

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