Petróleo e café do Brasil batem recordes de exportação em outubro

As vendas externas de petróleo e café do Brasil registraram um novo patamar histórico em outubro, impulsionadas por volumes inéditos de produção no território nacional e por uma demanda internacional aquecida, conforme apontam os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O salto histórico nas vendas de petróleo

No setor petrolífero, o país alcançou o seu segundo mês consecutivo de recorde nas exportações, atingindo a marca de 14,49 milhões de toneladas e superando com folga o volume de 11,7 milhões registrado em setembro. O desempenho do petróleo brasileiro continua sendo favorecido por uma forte procura externa, com compradores internacionais buscando o produto no país em meio às instabilidades geopolíticas no Oriente Médio.

A oferta interna tem sido garantida pelo forte ritmo de exploração nos campos do pré-sal, com destaque para Búzios e Mero, localizados na Bacia de Santos. A produção nacional bateu recorde pelo quarto mês seguido em setembro, segundo informações da agência reguladora ANP. Em termos financeiros, os embarques de petróleo somaram US$ 8,5 bilhões, representando um crescimento expressivo de 122,6% na comparação anual, embalados também por uma alta de 36,7% nos preços.

Café verde atinge maior volume da história

O mercado de café verde também se destacou no período. O Brasil, líder global na produção e comercialização do grão, atingiu a marca inédita de 287,3 mil toneladas — o equivalente a 4,79 milhões de sacas de 60 kg —, superando o recorde anterior que havia sido estabelecido em novembro de 2024. A aceleração ocorreu após um período de retarda na colheita provocado por chuvas no meio do ano, contando ainda com o estímulo de um dólar mais valorizado frente ao real.

Faturamento e comportamento de outras commodities

As divisas geradas pelas vendas externas de café alcançaram US$ 1,6 bilhão, alta de 5,2% na comparação anual, mesmo com uma retração de quase 15% nos preços internacionais. O avanço dessas commodities ajudou a empurrar a balança comercial brasileira para um superávit de US$ 9,318 bilhões no mês passado.

Por outro lado, a soja brasileira apresentou uma queda de 5,7% em outubro frente ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 6,3 milhões de toneladas. A retração aconteceu porque grande parte da safra recorde já havia sido comercializada em meses anteriores, além do aumento da concorrência com os Estados Unidos no mercado chinês no final do ano. As receitas com a oleaginosa somaram US$ 3,14 bilhões, alta de 9% devido à valorização nos preços de exportação.

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