Jóquei Clube de Goiânia passa por limpeza para possível reabertura

A sede do Jóquei Clube de Goiás, localizada no Setor Central de Goiânia e fechada há quase 20 anos, passou por um importante processo de limpeza, organização e recuperação. A iniciativa mobilizou cerca de 30 profissionais voluntários de áreas como engenharia, arquitetura, marketing, administração, contabilidade e direito, integrando o projeto Jóquei em Ação.

Mutirão de limpeza e preservação histórica

O primeiro mutirão ocorreu em uma quinta-feira e concentrou os esforços iniciais na sala de troféus e no arquivo do clube, sendo finalizado em um sábado. Além da higienização do ambiente, a equipe trabalhou na identificação, catalogação e digitalização de documentos e objetos históricos para preservar a memória da instituição na capital goiana.

“Neste momento, nosso olhar está voltado para o imóvel da sede, que estava fechado. O hipódromo da Lagoinha continua em atividade, enquanto este espaço permaneceu fechado. Agora, queremos ocupar a sede, fazer um levantamento de tudo o que precisa ser feito. Mas, para isso, precisamos começar pela limpeza e organização”, declarou a presidente do Jóquei Clube de Goiás, Nívea de Paula.

Planos de retomada e eventos futuros

Apesar da limpeza inicial, o imóvel ainda necessita de reformas estruturais profundas, incluindo pintura e melhorias nas instalações elétricas, hidráulicas e nos banheiros. Como a arrecadação atual da instituição não cobre os custos de uma reforma completa, a gestão busca parcerias com apoiadores e pessoas ligadas à história do local.

Entre os planos estudados pela diretoria está a utilização do espaço para atividades do Carnaval de Goiânia em 2027, com conversas já iniciadas junto a blocos carnavalescos. O clube também avalia parcerias com grupos esportivos e a criação de um polo gastronômico, projeto que ainda depende de trâmites de regulamentação e obtenção de alvarás.

Abertura para a sociedade

A gestão pretende diversificar a programação e abrir o local para o público geral, indo além das atividades tradicionais voltadas apenas aos associados.

“Por enquanto, as atividades são voltadas aos associados, porque o Jóquei pertence aos jockeanos. Mas queremos promover eventos abertos à sociedade e trazer novamente a população para o clube. Estamos estudando como isso será organizado. Neste momento, já temos algumas atividades destinadas aos associados, mas também queremos abrir as portas para o público em geral”, afirmou Nívea de Paula.

Sobre a futura exploração comercial e cultural do prédio, a presidente completou: “A gastronomia também é uma possibilidade, mas ainda precisamos avançar um pouco nessa parte. Temos uma estrutura muito grande e a intenção de trazer esse tipo de atividade para o espaço. No entanto, antes, precisamos organizar questões relacionadas à regulamentação, licenças e alvarás. Por isso, vamos deixar esse projeto para um segundo momento. A intenção é, sim, trazer eventos para cá e voltar a utilizar o prédio. Ele é lindo, está sujo e descuidado, mas sua estrutura está preservada. Tenho certeza de que vamos conseguir trazer muitos eventos para este espaço”.

Para a diretoria, a restauração da sede representa um resgate afetivo e histórico para a cidade, conectando novas gerações a um patrimônio que acompanhou o crescimento de Goiânia ao longo das décadas.

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