O Partido Liberal em Goiás atravessa um momento de intensas discussões internas sobre a sucessão na liderança estadual da legenda, atualmente sob o comando do senador Wilder Morais (PL). A vitória de Gustavo Gayer (PL) para o Senado em 2026 impulsionou o coro de parlamentares que defendem uma alternância na presidência partidária, conforme relatado pelo deputado estadual eleito Marquinho do Gayer (PL).
Balanço das eleições municipais e críticas à gestão
De acordo com o deputado, o debate sobre a troca de comando ganhou força devido à avaliação dos resultados obtidos nos últimos anos. Embora reconheça acertos na gestão de Wilder Morais, Marquinho aponta falhas expressivas na condução da estrutura do partido durante o pleito municipal. “Está tendo uma discussão nos últimos dias sobre a mudança de presidente no partido”, disse.
O parlamentar eleito destacou que a falta de organização em diversos municípios prejudicou o desempenho da legenda. “Tivemos muitos municípios onde não conseguimos constituir boas lideranças partidárias. Isso é reflexo de um processo que vem ocorrendo há tanto tempo. Hoje estamos unidos”, apontou.
Apoio expressivo à nova liderança
Segundo o grupo que articula a mudança, cerca de 90% da bancada legislativa — composta por dois senadores, quatro deputados federais e cinco deputados estaduais — apoia a transição. “O PL possui a maior bancada legislativa, conta com dois senadores, quatro deputados federais e cinco deputados estaduais. Cerca de 90% dessa bancada acredita e defende uma mudança na condução do partido. Atualmente apoiamos o nome de Gustavo Gayer para assumir a presidência estadual do PL em Goiás”, acrescentou.
Marquinho também ressaltou que faltou proximidade entre a cúpula estadual e as bases, relatando que prefeitos eleitos pela legenda acabaram retornando a seus partidos originais por falta de respaldo e qualificação na escolha das comissões municipais.
Comparação de cenários e postura política
O deputado traçou um paralelo com o momento em que Wilder assumiu o cargo anos atrás, após a derrota de Major Vitor Hugo ao governo e a conquista de uma vaga no Senado. Agora, o cenário se inverte com a expressiva votação de Gustavo Gayer. O parlamentar ressaltou ainda que a cobrança por um posicionamento mais firme em pautas ideológicas também gerou desgaste na atual gestão.
Apesar das críticas contundentes à direção, o deputado fez questão de ressaltar que o movimento não visa excluir ninguém da legenda. “Não digo que Wilder deixou de ser importante para o partido. Ele é uma boa pessoa, possui acertos em sua atuação como senador e votou em diversas matérias que eram do nosso interesse”, pontuou, reforçando que o objetivo é apenas dar continuidade ao projeto político sob uma nova diretriz.