O pontífice prossegue com sua intensa turnê pela América do Sul neste domingo (8), encerrando sua passagem pelo Uruguai pela manhã e seguindo para a Argentina no período da tarde. Esta viagem internacional marca o retorno de um líder da Igreja Católica ao território argentino após um hiato de 38 anos, desde a passagem de João Paulo II em 1987.
Agenda oficial e encontros políticos
Durante sua permanência no país vizinho, que se estenderá até o dia 11 de novembro, a programação inclui um encontro oficial com o presidente Javier Milei. Além disso, o líder católico visitará uma unidade prisional e celebrará missas abertas ao público em Buenos Aires, Luján e Córdoba. Autoridades locais estimam uma mobilização de aproximadamente 7 milhões de pessoas nos eventos organizados para o pontífice.
Superação de divisões regionais
A jornada ocorre em um momento delicado, menos de um mês após o papa passar por uma cirurgia para a retirada de parte do pulmão devido a um câncer. Na véspera, durante um evento na fronteira entre uruguaios e argentinos que reuniu 40 mil pessoas sob forte chuva em Paysandú, o líder religioso apelou pela concórdia.
Apelo por valores éticos
Em seu discurso aos fiéis na cidade uruguaia, o pontífice de 71 anos enfatizou a necessidade de cooperação mútua baseada em princípios morais fundamentais. Na ocasião, ele pediu aos latino-americanos que ajam uns com os outros com “justiça, honestidade e fidelidade”.
A visita à Argentina ganha relevância histórica adicional quando comparada ao papado anterior. O antecessor de Leão, o papa Francisco, era argentino e optou por não retornar à sua terra natal durante o pontificado, motivado pela avaliação de especialistas de que sua presença poderia ser instrumentalizada politicamente e intensificar fraturas sociais no país.