Cúpula da Polícia Federal realiza reunião oculta com Alexandre de Moraes

Principais nomes da cúpula da Polícia Federal realizaram um encontro reservado com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (6). O compromisso ocorreu no gabinete do magistrado e ficou de fora das agendas oficiais de ambas as instituições, gerando repercussão em meio ao cenário de crise interna na Corte.

Participantes do encontro sigiloso

A comitiva da corporação policial que esteve reunida com o ministro foi formada por três autoridades de destaque: o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, o diretor de inteligência, Leandro Almada, e o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali. Até o momento, nem o STF nem a direção policial divulgaram a motivação oficial para a realização da conversa.

Contexto político e investigações

A reunião secreta aconteceu logo após o encerramento do primeiro turno das eleições e coincidiu com o período de debates gerado pela entrega de um relatório elaborado pela Polícia Federal. O documento serviu de embasamento para um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, medida que teve origem em uma decisão anterior tomada pelo próprio Moraes.

Defesa da atuação institucional

Durante as discussões em torno do caso, o diretor-geral Andrei Rodrigues defendeu publicamente a “absoluta licitude” dos documentos produzidos pela corporação. O chefe da polícia sustentou que o órgão agiu “em estrito cumprimento de seu dever legal e de ordens judiciais” e rejeitou veementemente as acusações de que agentes teriam investigado ou monitorado autoridades dotadas de foro privilegiado por meio dos relatórios questionados por Mendonça.

Na época das contestações, o dirigente também pontuou que “O órgão policial não deu causa a qualquer divulgação do material sigiloso nem sequer a encaminhamentos externos por iniciativa própria, salvo, como dito, para cumprimento de ordem judicial advinda do STF”.

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