Reeleito logo no primeiro turno com uma marca histórica de 62,65% dos votos válidos, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decidiu postergar para o mês de novembro qualquer alteração em sua equipe de governo. O chefe do Executivo paulista condicionou a restruturação de sua gestão a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial do segundo turno.
Foco na campanha nacional e exportação de secretários
Logo após garantir a reeleição, Tarcísio viajou para Brasília para atuar diretamente na articulação política do aliado. O governador declarou à TV Jovem Pan que pretende ceder nomes de sua administração caso o candidato do PL saia vitorioso na corrida ao Palácio do Planalto. “A gente vai estar sempre pronto para indicar quadros que fazem parte do Governo de São Paulo, e o Flávio já tem me falado que tem interesse de levar alguns quadros que estão aqui conosco para o Governo Federal”, disse o governador.
Nomes cotados para Brasília
Entre os auxiliares do primeiro escalão cotados para migrar para a Esplanada dos Ministérios estão perfis técnicos. Samuel Kinoshita, atual titular da Fazenda e Planejamento e ex-assessor de Paulo Guedes, figura na lista. O secretário de Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade, também deve deixar suas funções até o final do ano com o mesmo objetivo. A lista de possíveis baixas no Palácio dos Bandeirantes inclui ainda o secretário de Educação, Renato Feder.
Movimentações internas e xadrez político
Enquanto projeta cenários para o âmbito federal, Tarcísio desenha mudanças internas em São Paulo. A atual titular de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natalia Resende, apontada pelo governador como “supersecretária”, é cotada para assumir a Casa Civil. Por outro lado, Roberto Carneiro deve retomar o comando da Secretaria de Governo e Relações Institucionais após atuar na coordenação da campanha eleitoral.
A respeito da articulação com aliados históricos, Gilberto Kassab (PSD), que integrou a chapa adversária de Ronaldo Caiado, comentou sobre o seu afastamento e afirmou que a relação com o governador “não é baseada em cargos, e sim em convicções”, ressaltando que a escolha dos secretários cabe exclusivamente ao chefe do Executivo estadual. Na Pasta da Segurança Pública, ajustes pontuais podem ocorrer, mas a substituição do secretário Nico Gonçalves não figura como urgência para a cúpula governamental.