Prefeito de São Miguel do Araguaia enfrenta julgamento que pode resultar em cassação

O futuro político do prefeito de São Miguel do Araguaia, Jerônymo José de Siqueira Neto (MDB), será decidido pela Câmara Municipal. Os parlamentares marcaram para a próxima segunda-feira (26), às 10h, a sessão que vai julgar uma denúncia formal contra o chefe do Executivo municipal, com risco direto de perda de mandato.

Entenda as acusações contra Jerônymo Neto

A intimação oficial foi divulgada no Diário Oficial do estado e coloca em pauta duas irregularidades graves apontadas pela acusação: o atraso recorrente na quitação da folha salarial dos funcionários públicos e a transferência de valores abaixo do previsto para o funcionamento do Poder Legislativo.

Problemas com salários e repasses ao Legislativo

Conforme as regras da Lei Orgânica local, os vencimentos dos servidores devem ser pagos impreterivelmente até o dia 5 do mês subsequente. No entanto, registros do Sindicato dos Servidores apontam diversas falhas nesse cronograma ao longo de 2025 e 2026. A situação chamou atenção do Ministério Público de Goiás, que já havia emitido recomendações para a regularização dos pagamentos.

Diferença milionária nas transferências

Além da questão salarial, a denúncia detalha um rombo nos repasses do duodécimo. Entre janeiro e julho de 2026, a previsão orçamentária indicava a necessidade de transferir R$ 4,39 milhões para a Câmara, mas o montante efetivamente repassado ficou em R$ 3,47 milhões. Isso gerou um déficit acumulado de R$ 916,1 mil, segundo dados da tesouraria do próprio Legislativo.

O processo foi protocolado em agosto por um eleitor da cidade e recebeu parecer favorável da comissão processante na última terça-feira (20). Para que o prefeito seja cassado durante a votação nominal na sede da Câmara, será necessário o voto favorável de pelo menos dois terços dos vereadores, conforme as regras estabelecidas pelo Decreto-Lei nº 201/1967.

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