Nas redes sociais, muitos eleitores questionaram o motivo pelo qual a determinação para estender o horário de votação até as 19 horas ficou sob a responsabilidade do ministro Cristiano Zanin. O questionamento principal girou em torno de seu histórico profissional, visto que ele atuou como advogado do atual presidente da República antes de assumir sua cadeira na Suprema Corte.
A dinâmica jurídica no tribunal supremo
Contudo, a atribuição do caso ao magistrado não ocorreu por escolha própria ou imposição direta. A movimentação jurídica começou quando o Partido dos Trabalhadores recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por volta das 13h, solicitando o prolongamento do pleito devido a relatos sobre cortes intencionais na frota de ônibus em diversos municípios do país.
O papel do sorteio na escolha do relator
Como o comando do TSE cabe ao ministro Kassio Nunes Marques — nomeado ao cargo durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro —, a base governista optou por protocolar uma solicitação idêntica diretamente no Supremo Tribunal Federal para garantir segurança jurídica.
Os trâmites finais da deliberação
Diante da petição protocolada na mais alta corte do país, o presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, determinou a realização de um sorteio randômico para definir qual integrante da casa seria o responsável por analisar a demanda. O procedimento ocorreu perto das 16h30, resultando na escolha de Cristiano Zanin, cuja decisão oficial veio a público às 17h02.
O episódio evidenciou a complexidade dos mecanismos de distribuição de processos em dias de votação e o rigor procedimental adotado pelo tribunal para evitar conflitos de competência em momentos cruciais para a democracia.