O deputado federal e senador eleito por Goiás, Gustavo Gayer (PL), utilizou as redes sociais para declarar que a viagem de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos teve o propósito de impedir que uma possível prisão do senador funcionasse como ferramenta de pressão do Supremo Tribunal Federal sobre parlamentares conservadores no Senado.
Estratégia contra pressões políticas
De acordo com o parlamentar, a medida serviria para evitar o enfraquecimento da oposição e preservar pautas prioritárias, como o avanço de processos de impeachment contra ministros da Corte. Além disso, a detenção poderia barrar a chegada de lideranças conservadoras às presidências da Câmara dos Deputados e do Senado.
“O Alexandre de Moraes ia usar o Flávio Bolsonaro como peça de barganha pra tentar se proteger desse avanço da direita no Senado. Se o Flávio Bolsonaro fosse preso, realmente ele conseguiria neutralizar a mobilização dessa maioria da direita no Senado em avançar com pautas de resgatar a democracia, de acabar com essa ditadura do Judiciário”, declarou.
Impacto internacional e reflexos econômicos
Na visão de Gayer, a estada no exterior permitirá que o senador participe ativamente do debate político e leve denúncias contra instituições nacionais para a comunidade internacional. O deputado ressaltou que ações judiciais contra lideranças políticas expressivas prejudicam a credibilidade do país perante investidores estrangeiros.
“A melhor coisa que o Flávio fez, tanto pra ele quanto pro Brasil nesse momento, é não se tornar essa peça de barganha e ir pros Estados Unidos. Lá ele vai poder denunciar para todo mundo o que está acontecendo aqui”, afirmou.
O parlamentar relacionou o episódio a uma suposta determinação de apreensão de passaportes atribuída ao ministro Alexandre de Moraes logo após o término do pleito presidencial. Conforme o relato, a decisão representaria uma tentativa de limitar a atuação política e culminar em uma prisão, embora tais alegações tenham sido feitas sem comprovação documental no material avaliado.
Defesa da segurança familiar
Gayer apoiou a decisão de deixar o país devido aos riscos à liberdade e à segurança da família do senador diante de um cenário de perseguição política.
“Se você tá numa ditadura que tem um intuito e que tem um alvo, você tem um alvo nas suas costas de pessoas que perseguem, não seguem as leis, que já demonstraram que prenderam o seu pai e pessoas inocentes, o correto é você pensar em si, na sua família”, disse.
Por fim, o senador eleito projetou novas investidas judiciais contra outros nomes da direita no Congresso Nacional e reafirmou seu compromisso com a atuação política, apesar dos riscos pessoais envolvidos na trajetória da oposição.
“A gente vai ter que se manter firme, pessoal. E eu tô disposto a me manter firme até o final. Eu tô entregando minha vida pra isso aqui. Eu estou disposto a sacrificar a minha liberdade. O nosso país precisa que nós façamos isso”, complementou.