A craque espanhola Alexia Putellas recuperou o trono do esporte ao receber, aos 32 anos, a Bola de Ouro de 2026 pela terceira vez em sua trajetória nos gramados. Com o feito, a meia-atacante igualou a marca de sua compatriota Aitana Bonmatí. O Brasil também marcou presença no prestigiado evento organizado pela revista France Football em parceria com a Uefa, com a arqueira Lorena assegurando a 28ª colocação geral entre as trinta finalistas da temporada.
A trajetória de excelência e os títulos de Alexia Putellas
Natural de Mollet del Vallès, na Espanha, a atleta consolidou seu nome como pilar fundamental da era de ouro do Barcelona na Europa e assumiu a braçadeira de liderança na seleção nacional. Após faturar o prêmio em 2021 e 2022, ela voltou a erguer o troféu em 2026. A conquista coroa um ciclo brilhante em 2025/26 pelo clube catalão, onde faturou a Liga dos Campeões da Uefa, o Campeonato Espanhol, a Copa da Rainha e a Supercopa da Espanha, além de acumular sete gols e sete assistências no torneio continental que lhe renderam o título de melhor jogadora da competição. Atualmente, a meio-campista defende o London City Lionesses, da Inglaterra, após encerrar sua longa passagem pela Catalunha.
O destaque da goleira Lorena no cenário internacional
Aos 28 anos, a arqueira Lorena da Silva Leite levou a bandeira brasileira ao topo ao terminar empatada na 28ª posição com a francesa Melvine Malard e a holandesa Vivianne Miedema. Nascida no interior paulista, a atleta construiu uma sólida carreira no Grêmio antes de se transferir para o futebol dos Estados Unidos, onde joga pelo Kansas City Current e faturou a NWSL Shield. Com a camisa da Seleção Brasileira, ela acumula as conquistas da Copa América em 2022 e 2025, além da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024. Na mesma cerimônia, a brasileira ainda alcançou a quinta colocação no Troféu Yashin, dedicado às melhores goleiras do planeta.
Entenda a dinâmica do prêmio e a ausência histórica de Marta
Lançada em 2018 pela France Football, a premiação avalia o desempenho individual e coletivo por meio do voto de jornalistas esportivos internacionais. O domínio ibérico tem sido absoluto desde 2021, dividido entre Alexia e Aitana Bonmatí. O evento, no entanto, desperta curiosidade sobre a ausência de troféus franceses na galeria de Marta. Considerada a maior jogadora da história e eleita seis vezes a melhor do mundo pela Fifa, a Rainha nunca venceu a Bola de Ouro simplesmente porque a categoria foi criada em 2018, quando sua fase mais dominante nos anos 2000 já havia passado, sem possibilidade de premiação retroativa.
A consagração de Putellas e a presença de Lorena entre a elite do futebol demonstram a força das atletas latinas e europeias no cenário global. Enquanto a Espanha continua ditando o ritmo das principais premiações da modalidade, o Brasil segue exportando talentos de peso e preparando suas principais figuras para os próximos desafios internacionais.