Disputa pela presidência da Alego abre espaço para deputados novatos

A corrida pela sucessão na presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) passou por uma mudança de curso estratégica. Inicialmente focada apenas em parlamentares reeleitos, a articulação política agora busca incluir os deputados novatos, que compõem uma parcela significativa da próxima legislatura. Dos 41 assentos disponíveis a partir de 2027, 19 serão ocupados por parlamentares que chegam à Casa pela primeira vez, enquanto 21 foram reeleitos.

Mudança na estratégia de articulação

O deputado estadual eleito Willian Panda (Pode) destacou que o cenário inicial foi marcado pela exclusão dos recém-chegados, mas que esse comportamento foi superado pelos grupos interessados no comando do Legislativo goiano. “Parte do pessoal estava preocupado só com quem já estava ou com quem foi reeleito. E a gente começou a dialogar”, afirmou o parlamentar.

Segundo o deputado, houve uma mudança de postura por parte das lideranças que buscam a Mesa Diretora, reconhecendo a importância de todos os votos para a eleição. “Eu acho que agora acabou já isso. Todo mundo entendeu que tem que buscar todo mundo”, declarou Panda sobre o novo momento das negociações.

Apoio a Issy Quinan e critérios de escolha

No campo das adesões, Willian Panda e o também eleito Henrique César (Podemos) oficializaram o apoio à candidatura de Issy Quinan. A decisão, de acordo com Panda, baseou-se na capacidade de aglutinação e na proposta de gestão defendida pelo candidato. “A única coisa é que a gente observou a proposta que agregava mais. É a proposta que traz mais equidade dentro da Casa Legislativa”, explicou.

Perspectivas para a eleição em 2027

Embora o pleito oficial ocorra apenas em fevereiro de 2027, o clima entre os apoiadores de Quinan é de confiança. Panda acredita que as declarações de voto atuais dificilmente serão revertidas. “Acho muito difícil quem declarou apoio desistir”, afirmou.

Apesar do otimismo, o parlamentar mantém cautela sobre possíveis reviravoltas no xadrez político goiano nos próximos meses. “A eleição é só em fevereiro. Daqui até lá pode acontecer muita coisa”, ressaltou. Para ele, o foco agora deve ser a apresentação de projetos sólidos: “É preciso apresentar uma proposta que, de fato, todos confiem, possam acreditar”, concluiu.

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